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Seminário “Alvorada Cristã”, por Haroldo Dutra Dias

por Cristiane Vasconcelos

Seminário aborda a importância da renovação dos homens para o novo mundo

Com o tema “Terra: A Hora da Regeneração”, o 2° Congresso Espírita do DF reúne diferentes discussões voltadas a melhorar o entendimento e a preparação de todos para o atual período de transição. O seminário “Alvorada cristã”, apresentado na tarde deste sábado (14/04) pelo palestrante e trabalhador da União Espírita Mineira, Haroldo Dutra Dias, trouxe uma mensagem de renovação de fé e forças para esse momento, lembrando a todos que a verdadeira alvorada só será possível com a reforma íntima de cada um.

“De coração para coração”, é assim que Haroldo Dutra descreve como deve ser o processo de preparação para um mundo de regeneração. O palestrante abriu seu discurso com a apresentação do poema “Canção antiga”, do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, que tem em sua última estrofe a mensagem: “Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças”. Ou seja, o esclarecimento dito com amor é o modo como a Verdade pode chegar à consciência dos homens, lugar onde, segundo o Livro dos Espíritos, na questão 622, está escrita a lei de Deus. É essa Verdade que retira o véu sobre a vida futura, nos apresentando uma imortalidade dinâmica de aprimoramento e atividade que nunca cessam, e as transformações que devemos viver primeiro em nós, para depois vivenciá-las no mundo.

Haroldo Dutra Dias (foto por Edson Gês)

Desde a evolução do nosso princípio inteligente, que passa pelos reinos mineral, vegetal e animal, para despertar no reino hominal, nos brindando com a inteligência, até os dias atuais, quando ainda lutamos para seguir o código de Moisés sobre a Justiça e as leis de Jesus sobre o amor, Haroldo mostra como é longo o caminho para acordarmos os potenciais divinos que dormem em nós. “Se considerarmos só o processo para construção de nosso perispírito, percebemos quanto aprendizado e quantas experiências vivemos apenas para podermos controlar um corpo físico”. Nessa caminhada, os males e as dificuldades que encontramos são os estímulos para o exercício da inteligência nos homens.

Infelizmente, segundo reflexão do palestrante, a mesma inteligência que cria medicamentos que curam e tecnologias que colaboram com o avanço da humanidade cria, também, entorpecentes e armas que matam. Os mesmos homens que receberam, há milênios, as leis de Justiça de Moisés ainda não conseguem colocá-las em prática na sua integralidade. Por isso, o homem, mesmo com a inteligência, ainda precisa passar pela dor. “A dor é o aguilhão que o impele para frente na senda do progresso”, diz. Com isso, Haroldo nos estimula a ponderar: “Quantos recursos a Providência Divina já investiu em nós?”.

Nessa jornada de evolução rumo à alvorada cristã, o palestrante nos conta que a humanidade recebeu uma importante revelação, dividida em três aspectos, explicados por Emmanuel: a missão da Justiça, por Moisés; o Amor, por Jesus; e a Verdade – o Consolador prometido que estará sempre conosco –, pela Doutrina Espírita. É um lento trabalho que os homens têm a cumprir com base nessa revelação, mas é esse trabalho que nos levará ao mundo da regeneração. Até lá, o homem ainda precisa aprender a usar sua inteligência com senso moral, utilizando um instrumento imprescindível: o sentimento. Pois sem isso, de nada adiantaria todo conhecimento do mundo. Unindo sentimento e inteligência, o homem deve também usar os ensinamentos que adquire, antes de tudo, para servir o próximo.

Citando as palavras do próprio Cristo, Haroldo lembra ainda que o “Reino de Deus é a obra divina no coração dos homens”, e todos nós temos, através de nossa consciência, que descobrir, dentro de nós, qual a atitude que nos preparará para o mundo de regeneração. Para isso e para enfrentarmos as dores e o cansaço que um mundo de provas e expiações nos impele, segundo ele, temos o Evangelho, o código de amor divino para nós. Desta forma, o palestrante finaliza deixando o recado nas palavras de Paulo aos Coríntios: “Eis por que não perdemos a coragem e mesmo se, em nós, o homem exterior caminha para sua ruína, o homem interior se renova a cada dia. Nosso objetivo não é o que se vê, mas o que não se vê; o que se vê é provisório, mas o que não se vê é eterno”.

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Manifesto pela Defesa da Vida é apresentado em Congresso Espírita

por Aurélio Prado e Davi Marco Lyra Leite

Revisão: Soraia Ofugi

O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto acaba de lançar o seu manifesto em relação à recente aprovação da descriminalização do aborto de anencéfalos, decisão dada pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O lançamento ocorreu durante o Segundo Congresso Espírita do Distrito Federal, que acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, desde o dia 13.

Jaime Lopes, um dos coordenadores gerais do Movimento Brasil Sem Aborto e presidente do Instituto Espírita Bezerra de Menezes (http://www.institutovidadf.com.br/) – casa que tem um trabalho plenamente dedicado ao combate a essa prática hedionda -, proferiu a leitura do manifesto, bem como teceu rápidos comentários acerca do assunto.

Confira, abaixo, o texto integral do documento que conclama todos à valorizar a vida, independente do tipo de limitação que ela possa apresentar.

MANIFESTO PELA DEFESA DA VIDA

A Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) promotora e organizadora do Segundo Congresso Espírita do Distrito Federal vê, nesta oportunidade, em consonância com os princípios fundamentais da doutrina Espírita, reafirmar sua posição em defesa da vida – desde a concepção à morte natural.

A recente decisão do Supremo tribunal Federal que aprovou a liberação do aborto de anencéfalos constitui um atentado contra a vida, principalmente, quando se trata de uma vida frágil e indefesa, como é o caso de fetos com diagnósticos de malformação.

A doutrina Espírita nos esclarece que a prática do aborto constitui crime perante as leis divinas, conforme o que está disposto na questão 358 de o Livro dos Espíritos. É bem verdade que ao espírito Deus concedeu a faculdade do livre-arbítrio. Essa faculdade, no entanto, não pode ser avocada para justificar a prática do aborto como direito de escolha da mulher, uma vez que em se tratando da vida em gestação, esse direito inexiste pois o direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos humanos. Ele é tão fundamental, que nosso ordenamento jurídico estabelece limites ao próprio titular do direito, não lhe permitindo mutilar o corpo, praticar a eutanásia nem o suicídio.

Ademais, o ser em gestação no ventre materno é uma nova individualidade biológica, inviolável e indisponível, não cabendo à mulher decidir se ele deve viver ou morrer, pois essa vida não lhe pertence.

A Federação Espírita do Distrito Federal é uma das instituições que integra o Comitê do Movimento Brasil Sem Aborto do Distrito Federal e tem contribuído na preparação e organização das marchas nacionais pela vida, que se realizam todos os anos nesta capital.

Bezerra de Menezes nos tem advertido inúmeras vezes de que o trabalho em defesa da vida é permanente e mesmo que o aborto venha a ser legalizado deveremos permanecer firmes na defesa e promoção dos valores fundamentais da vida humana. Aa liberação judicial do aborto de anencéfalo em nosso país constitui, portanto, em um perigoso precedente para a legalização do aborto em geral. Nesse sentido, a FEDF comunga das preocupações de outros segmentos da sociedade em relação à proposta elaborada pelo grupo de especialistas instituído pelo Senado Federal, que propõe a liberação do aborto até a 12ª semana, quando a mulher não tiver condições psicológicas ou econômicas de criar o filho que traz em seu ventre. Entendemos que a sociedade deve estar atenta para se opor a todas as tentativas de ampliar e liberar o aborto no Brasil.

Nossa missão, como espíritas, é contribuir para o “esclarecimento a respeito das leis que emanam do Criador e regem a nossa vida, procurando contribuir com o aperfeiçoamento moral e espiritual da população brasileira” (Nota da Federação Espírtia Brasileira sobre o aborto de anencéfalo).

Brasília, 15 de abril de 2012.

Federação Espírita do Distrito Federal

Associação Médico-Espírita do Distrito Federal

Momento de Música

Para encerrar o segundo dia de Congresso, tivemos a atividade “Cantando com Maycon Leal”.

Apresentação de Maycon Leal (foto por Edson Gês)

O músico carioca radicado em Brasília há quase vinte anos brindou os participantes com mais uma apresentação alegre e contagiante.

por Davi Marco Lyra Leite

Wagner Paixão fala da interação dos mundos na transição planetária

Por Lea Cunha

O médium Wagner Paixão falou ontem (14/04) para o público do 2º Congresso Espírita do Distrito Federal. Em seu painel “A Transição Planetária e o Evangelho Redivivo” ele trouxe o tema da interação reencarnatória no processo evolutivo dos mundos, bem como da entrada e saída dos espíritos nos diferentes tipos de planetas para contribuir com a evolução dessas regiões.

Nós vamos perceber que recebemos auxílios que vêm de outras paragens. A chegada dos capelinos, por exemplo  (espíritos trazidos do planeta Capela) estabelece um aspecto novo de evolução na Terra. Eles fomentaram a evolução do planeta e alguns, agora já restabelecidos em seu clima de regeneração, novamente ajudam a transição terrena”.

Wagner Paixão

O palestrante elucidou que, da mesma forma em que os capelinos, na Antiguidade, trouxeram valores ao então planeta primitivo, Allan Kardec também entrevistou espíritos que eram impermeáveis a qualquer sentimento moral, trazidos à Terra para estabelecerem crises

Eles vêm para nos ajudar a encontrar as soluções, uma vez que a crise antecede o progresso. Mas aqui eles se impregnam de valores que não conheciam e são devolvidos ao seu mundo de origem após serem os elementos de discussão e escândalo. Voltam, então, aos mundos primitivos como caracteres alterados e tornam-se, assim, pioneiros em reações e ações desconhecidas daquele ambiente coletivo”.

Wagner Paixão (foto por Luis Silva Santos)

Transição

“A Nova Era começa a se esboçar a partir da saturação do terreno”, apontou Wagner. Para o palestrante, a expressão do espírito pelo pensamento contribui para alterar a evolução planetária. “Você, alguma vez, refletiu se a forma humana já não foi modificada pela magnetização das energias? Todos nós somos capazes de influenciar a matéria, seja do sol, do planeta, de nós mesmos. A matéria sofre influência do espírito e também o induz a mutações”, apontou. A transformação que se está planejando – a mutação do planeta – será feita pelos espíritos, que estão sempre em movimento.

Segundo ele, a transição vai promover comoções, não destruições. “Surgirão passageiras perturbações. Passageiras! Nos desastres de hoje, não são mais as entranhas do planeta que se movem, mas as entranhas da humanidade”. Para o palestrante, a humanidade, em termos de organização, nunca esteve tão bem. “O progresso é lento, mas a raça humana está se ambientando. Cada vez que agimos no bem, apressamos a regeneração do planeta”, esclareceu.

Na transição da Terra para um planeta de regeneração, os que serão levados daqui irão para mundos recém-criados, trabalhar por eles como os capelinos trabalharam pela Terra. Esse exílio para outros planetas é o que ele vê como juízo final, pois Deus é amor e nunca nos destruirá, mas nos renovará.

Papel do Espiritismo

“O evangelho redivivo é a culminância de um processo e a gênese de Kardec é científica. Traz o velho e o novo testamento. Toda a obra da codificação é, na verdade, a revelação de todas as revelações que já aconteceram”, disse. Paixão complementa que o mal só será extirpado se for cortado pela raiz. E esse processo se dará pela Educação. No painel, ele explica que a maturidade terrena foi o que definiu a chegada de Jesus. Essa nova geração, então, chega para fazer com a moral o que se já faz com a inteligência.

Para Wagner, o Espiritismo é uma resposta de Deus aos homens. “Ele não é mais uma religião, mas é a alma das religiões, é o futuro de todas elas. O universo está contido ali, nas obras da codificação. Somente ao Espiritismo caberia a revelação da verdade, porque a população já estaria abalizada para entender as mensagens”, pontuou.

TV CEI e Rádio Fraternidade transmitem ao vivo o Congresso do DF

Dois importantes veículos nacionais estão transmitindo, ao vivo, toda a programação do Segundo Congresso Espírita do Distrito Federal, que ocorre desde sexta-feira, dia 13, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília e que termina neste domingo, dia 14. São eles: Rádio Fraternidade e TV CEI.

A Rádio Fraternidade está localizada na cidade de Uberlândia-MG e funciona 24 horas, falando da Doutrina Espírita. Quem acessa a rádio pode também ter informações sobre palestras, programas diversificados com temáticas ligadas à mediunidade, caridade, amor ao próximo, grandes vultos do Espiritismo.

Os interessados em acompanhar a programação devem acessar www.radiofraternidade.com.br.

A TV CEI é uma iniciativa do Conselho Espírita internacional (CEI), instituição resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais, de 32 países. O CEI tem como meta principal a divulgação do espiritismo no mundo e a TVCEI é um de seus órgãos de comunicação.

Iniciou suas atividades como WebTV em agosto de 2006. Em junho de 2009, iniciou seu sinal no Satélite (Estrela do Sul) para todo o Brasil e agora esta presente em mais de 20 operadoras de TV a cabo. Foram realizadas parcerias com produtoras de programas de TV Espíritas, Entidades Federativas, Instituições de grande porte, além de renomados expositores do movimento espírita e da FEB. Acesse TV CEI: www.tvcei.com.

Texto: Aurélio Prado

NOTA do Portal da FEB

DECISÃO DO STF SOBRE ABORTO DE ANENCÉFALO

O Supremo Tribunal Federal, em sessão concluída no dia 12 de abril de 2012, aprovou a liberação do aborto para casos de fetos anencefálicos. Uma comissão integrada por dirigentes da Federação Espírita Brasileira, Associação Médico Espírita do Brasil e Associação dos Juristas Espíritas do Brasil, visitou o gabinete de todos os ministros do STF nos dias 9 e 10 de abril, levando um Memorial contendo argumentações jurídicas, médicas e espíritas em defesa da vida, e acompanhou a citada Sessão Plenária. Independentemente da decisão do STF, informamos que prossegue o trabalho educativo, no sentido de se valorizar a vida em todas suas etapas, e de esclarecimento a respeito das leis que emanam do Criador e regem a nossa vida, procurando contribuir com o aperfeiçoamento moral e espiritual da população.

Brasília, 13 de abril de 2012.

Federação Espírita Brasileira, Associação Médico Espírita do Brasil e Associação Jurídico Espírita do Brasil.

Mais informações no Portal da FEB: http://www.febnet.org.br

Anencefalia

Joanna de Angelis

Médium: Divaldo P. Franco 

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.

De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.

O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.

Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.

Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.

Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.

Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes…

Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.

Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila…

Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.

É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.

Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.

Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.

Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…

Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual…

Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.

Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.

… E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade…

A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?

O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…

Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2011, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)