Archive | janeiro 2013

Mortes Coletivas

santa-maria-tragedia-6

 

Divaldo Franco Responde sobre mortes coletivas

5) Aprendemos que, para a espiritualidade superior, não existe improviso. Como é o atendimento, como é o preparativo dessa espiritualidade superior no caso desses eventos? Anteriormente e também depois que ocorre, tanto para os desencarnados como para os que ficam?

Divaldo Franco: Poderia parecer que os benfeitores programam a desencarnação coletiva. Não é exatamente assim. Quando as circunstâncias mesológicas favorecem o acidente, os benfeitores têm conhecimento anterior. Vamos imaginar a possibilidade de uma falha em qualquer um dos equipamentos, a possibilidade de equívoco humano, os fatores climatéricos, as circunstâncias geológicas como terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, tsunamis, então uma lei de afinidades atrai os indivíduos àquele evento que ensejará a libertação dos crimes do passado em forma coletiva.

Ficou tristemente célebre no Brasil e no mundo o incêndio de um circo em Niterói, quando crianças, aos milhares, perderam a vida biológica e centenas de pais ficaram em grande desespero. Na ocasião, em uma página de incomparável beleza, o Espírito irmão X, pseudônimo de Humberto de Campos, através da mediunidade do venerando apóstolo Francisco Cândido Xavier, narrou o que teria sido a sua causa anterior, centrada numa ocorrência grave do tempo do cristianismo primitivo. Então a lei demorou aproximadamente dezenove, quase vinte séculos, para reunir os Espíritos delituosos e, num acontecimento fortuito, o toldo do circo foi levado às chamas e com um alto poder de combustão caiu sobre a multidão, sendo devorada pelas chamas.

A Divindade, portanto, permite que os fatores mesológicos, assim como os propiciatórios sejam previstos pelos mentores, que também contribuem para reunir to dos esses seres que estão vinculados entre si, ocorrendo, desse modo, uma pré-programação.

Certo dia o Espírito Joanna de Ângelis disse-me: “O acaso, o improviso nas leis soberanas seria o resultado de um trabalho muito bem elaborado para dar certo naquele momento, que é o objetivo da programação. Mas esses espíritos, por outro lado, os que desencarnam, são recebidos por seus familiares no Além, por outras entidades amorosas, qual ocorria nos espetáculos do circo romano, nos períodos do cristianismo primitivo. Quando as feras dilaceravam as carnes e os Espíritos se libertavam, hosanas estavam cantando no ar, outros mártires que os haviam precedido recebiam-nos e os levavam às regiões felizes. Nas grandes dores, nas grandes tragédias, sempre está presente a misericórdia de Deus compensando as aflições de todos.

Texto extraído do livro Divaldo Franco Responde

Anúncios