Alberto Almeida fala do amor para os novos tempos

por Lea Cunha

Em tempos de oportunidade, para sair do estágio em que estamos para o estágio de regeneração, o médico homeopata, com formação em Psicologia Transpessoal e Terapia Familiar, Alberto Almeida falou, na manhã deste domingo (15/04), sobre o nível de amorosidade capaz de fazer face às novas demandas da Terra.

Almeida iniciou a palestra “O amor para os novos tempos” propondo algumas reflexões, como: “eu amo ou eu desejo ser amado?”, “eu amo essa pessoa ou eu amo ter essa pessoa ao meu lado?” e “o amor que eu amo é amor ou projeção das minhas necessidades?”.

Em um breve inventário sobre o que a humanidade conseguiu construir, ele viajou pelas culturas e desvendou um pouco da evolução do amor. O Hinduísmo promoveu o encontro do “si” em cada um. O Taoísmo, na dualidade de yin e yang, desmitificou o prevalecimento de alguma das partes. O amor, já pelo Ocidente, na Grécia, trouxe a fixação do olhar de si mesmo pelos olhos do outro, preconizando o amor à nossa imagem espelhada. Tal como a figura de Narciso, a maior parte das pessoas afoga-se, o que torna as frustrações inevitáveis.

Alberto Almeida (foto por Edson Gês)

Com o Judaísmo, ainda, viabilizou-se que o outro é também um sujeito. Ensinou que é preciso ver o outro para além de nós mesmos, e que a necessidade do próximo também deve ser observada. Nessa perspectiva Judaica, nasceu Jesus Cristo, que incrementou as relações de amor afirmando que somos capazes de amar ainda aquele que nos persegue, coroando assim o amor pelos nossos inimigos. Durante a palestra, Alberto Almeida trouxe suas experiências de terapeuta, apontando que o inimigo que devemos amar está, principalmente, dentro de nós mesmos.

 

Olhar para dentro

 “Só existem inimigos fora de nós porque há um inimigo por dentro. O inimigo interno faz-me competente para odiar o inimigo externo. Criamos alvos de conflitos porque não conseguimos amar a nós mesmos. O obsessor interno limita a nossa desenvoltura amorosa, pois ninguém consegue amar plenamente quando não se ama a si mesmo”.

Alberto Almeida

 Segundo ele, as dificuldades das nossas relações dizem muito sobre nosso íntimo. E o que há em mim deve ser revisitado, a fim de diminuir as dores existentes nas relações. “O aprisionamento do ego estimula a formação do amor nas bases no egoísmo. Disfuncionalidades do amor podem gerar sofrimento ou gerar indivíduos que busquem o sofrimento. Às vezes amamos pelo que mais precisamos. Ou buscamos no outro a energia adormecida em nós ou amamos pelas semelhanças, pela igualdade de pontos cegos”, explica. Alberto afirmou que amar é poder trabalhar-se naquilo que não está bom.

Regeneração

Alberto Almeida concluiu a apresentação elucidando que, após conseguirmos amar os nossos inimigos internos, conseguiremos deixar o outro ser o que ele é, e passaremos a querer amar, pois quem é amado está na infância, e quem ama atingiu a maturidade. Chegaremos ao estágio de amar os mendigos morais, os presos das drogas, as vítimas e os algozes de violências.

“Seremos chamados a amar os pequeninos que povoam as ruas, a amar os que deveriam ser melhores governantes e legisladores. Jesus te chama para o reencontro. Amar quem está no desencontro da lei do amor. Você, que está consciente dessa necessidade, irá amar”, finalizou.

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Blog da juventude espírita irmã Zélia

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