Archive | abril 14, 2012

Elaine Lopes convida para um passeio sobre a História da arte na evolução da Terra

por Cristiane Vasconcelos

A programação do 2° Congresso Espírita do Distrito Federal iniciou neste sábado (14/04) com a palestra “O papel da arte na regeneração da Terra”, ministrada pela evangelizadora e arte-educadora do Centro Espírita Seara do Amor, em Santos (SP), Elaine Lopes. Passeando pela História da evolução da Terra, desde quando era planeta primitivo até os dias que antecedem a transformação para um planeta de regeneração, Elaine destacou a importância das manifestações artísticas nesse caminho.

Elaine Lopes (foto por Edson Gês)

Desde os homens da caverna, ela lembra que a arte já estava intrínseca na essência do ser humano. “Somos as obras de arte do Criador e como filhos Dele somos cocriadores no mundo”, explica Elaine. Na Terra primitiva, a palestrante conta que os homens que aqui viviam manifestavam suas preces e rogativas pela dança, canto, pintura nas pedras, como pedido para se conseguir a caça no dia seguinte. O alimento que permitiria sua sobrevivência mais um dia. “A arte era, naquela época, basicamente uma manifestação religiosa”.

Passados mais alguns milênios, na época da vida de Francisco de Assis na Terra, percebe-se que a arte ganha espaço como um importante instrumento de evangelização utilizado por aquele grande Espírito. Elaine conta que Francisco pedia aos monges que pintassem nas paredes de sua igreja histórias da vida de Jesus e junto com o teatro levava o Evangelho às pessoas analfabetas da época. Após o exemplo de Francisco de Assis, a Terra passa pelo período do Renascimento, quando falanges de Espíritos dotados de dons artísticos passam a reencarnar trazendo importantes contribuições, como: Leonardo da Vinci, Michelangelo e o pintor italiano Sandro Botticelli. “Esses Espíritos vêm à Terra gerar avanços em comportamentos e pensamentos, pois sabemos que, muitas vezes, as artes nos comunicam mais do que as palavras”, ressalta a palestrante.

Enquanto isso, logo após o descobrimento do Brasil, nosso país vivenciava o poder das artes na evangelização, pelos trabalhos dos Padres Anchieta e Manuel da Nóbrega. Chegado o ano 1800, no século 19, nova fase importante para as artes surgia na Terra, um planeta de Provas e Expiações, onde o mal ainda predomina. Segundo, Elaine, expiar quer dizer “tirar a luz”, e as manifestações artísticas desse período vêm contribuir justamente para isso, para que o homem comece a encontrar em si essa luz que advém de seu Espírito, por meio de virtudes internas que ele mesmo desconhece. Gravitando ao redor de Allan Kardec nesse momento, tínhamos Espíritos como o pianista Frédéric Chopin, os dramaturgos Victor Hugo e Victorian Sardou e os escritores de contos infantis Irmãos Grimm. No Brasil, também surgiam essas manifestações.

Finalmente, chega-se aos dias atuais. Em pleno período de transformação do planeta para um mundo de regeneração, “nunca os Espíritos tiveram tanto contato com a arte como agora, utilizando-a como estímulo de expressão”. Elaine cita exemplos como o uso da arte na educação e na cura, como em tratamentos médicos e inclusão de pessoas com deficiência.

Isso é o amor de Jesus por nós, nessa época que estamos passando. A arte é um instrumento que nos acalenta nessa transformação”.

Elaine Lopes

Desenho Por de sol, de Victor Hugo.

Relembrando mensagem do Espírito de Chopin, psicografada por Yvonne Pereira, Elaine traz mais um forte indício da importância da arte para a evolução da humanidade, ao dizer que, a partir do ano 2000 em adiante, Chopin pretende reencarnar no Brasil para junto com nova falange, liderada por Victor Hugo, ajudar no levantamento, moralização e sublimação das artes. “O belo (arte) é tão importante quanto o amor e o bem, por isso também deve ser despertado no homem em processo de regeneração”, diz Elaine.

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Juventude tem programação especial no 2º Congresso Espírita

por Lea Cunha

O segundo dia de Congresso Espírita do Distrito Federal contou com uma programação específica para adolescentes e jovens. Cerca de 300 pessoas – a maioria formada por integrantes de mocidades espíritas – estavam inscritas. O público foi dividido em dois grupos de acordo com a sua faixa etária.

Janine Mattar e Frederico Pifano coordenaram o grupo dos participantes de 13 a 15 anos. Quem sou eu? De onde eu venho? O que vim fazer na Terra? foram algumas das questões discutidas. Uma simulação em vídeo da Via Láctea ajudou no debate sobre a composição do universo e de suas dimensões, além de provocar a discussão sobre a possibilidade do final do planeta Terra. Uma explanação sobre as classificações dos mundos habitados foi o subsídio para estimular os adolescentes a refletir sobre seus projetos de vida.

A nova geração está chegando para acelerar o processo de regeneração da Terra. Planejamos aqui simular, individualmente, o que seria o plano reencarnatório de cada um. A dinâmica visa ajudar no comprometimento que eles julgam ter com a família, os amigos e a sociedade”.

Janine

 O médico Alberto Almeida coordenou o grupo de jovens de 16 a 21 anos. O tema do 2º Congresso, “Terra: A Hora da Regeneração”, foi abordado sob a ótica do sexo. A sexualidade foi tratada de forma interativa, em que voluntários se dispuseram a falar, como em um programa de entrevistas, sobre as “funções” do sexo: reprodução, prazer, troca de energia e criatividade.

Momento dos Jovens com Alberto Almeida (foto por Jackson Alvares)

Todos perguntaram e responderam sobre os diversos temas. Os representantes de cada “função” responderam às perguntas do grande grupo, fizeram perguntas entre si e opinaram sobre assuntos como orientação sexual, evolução dos sentimentos e dos relacionamentos, o amor e o sexo, além de discorrerem sobre como seriam as relações de prazer e sexo em um mundo de regeneração.

Eles falam…

Muito bom, o tema é bem interessante e as aulas não são palestras. Os evangelizadores são muito divertidos. Está muito participativo, não dá sono.

Bianca, 15 anos, do Centro Espírita Portal da Luz

Foi ótimo. Quem faltou perdeu. Teve participação ativa e interação. Contribuiu com o crescimento de cada um.

Natasha Belus, 19 anos, do Centro Espírita Fraternidade

Quem foi que fez??

Quem foi que fez o sol tão vivificador?
E sua luz esplendente cheia de fulgor?
Os trilhões de estrelas que cintilam nos céus.
E as nuvens vaporosas como densos véus?
A mecânica celeste e os arcanjos profundos.
Da eterna ciência que equilibra os mundos.
Os microorganismos em desenvolvimento.
E os orbes gigantescos em deferecimento.
O átomo e a nebulosa, a ameba e o Serafim.
E as origens das coisas que nunca terão fim.
A virtude impoluta que não se modifica.
E a possante energia que a tudo vivifica.
Quem foi que fez o vento, a chuva, o trovão?
A primavera, o outono e também o verão?
O perfume das flores, o som, a luz, o ar.
Os campos, as florestas, a terra, o céu e o mar.
Quem foi que fez o infravermelho e o ultravioleta?
E fez a lagarta surgir uma bela borboleta?
O esperto gafanhoto e o formoso rouxinol.
Surgindo a alvorada aos clarões da luz do sol.
Quem foi que fez as feras bravas e os pecos passarinhos?
A asa dos insetos e a beleza de um ninho.
Deu agilidade a incrível pulga saltitante.
E fez o passo lerdo tardo do elefante.
Quem foi que fez o colibri com nímia sutileza?
Sugando o mel das flores com tal delicadeza.
O tatu escavando a cova em que se abriga.
E a faina inesgotável da minúscula formiga.
O esperto corcel, o fogoso macaco.
E a abelha trabalhando na construção do mel.
Quem foi que fez a ostra, o golfinho, o tubarão, a baleia?
E a engenhosa aranha tecendo a sua teia.
E o instinto de conservação.
Como bússola infalível de orientação.
Guiando com acertos os irracionais.
Sem nunca transgredir as regras naturais.
As maravilhas do reino mineral.
O leito onde repousa o reino vegetal.
Os prodígios da animalidade.
E um elo mais acima a nossa humanidade.
E tantos outros reinos que nós desconhecemos.
Sistema de mundos que nem nos apercebemos.
Com Jeitos tutelares arquiangelicais.
Imerso dos segredos siderais.
Que maravilha é esta que eu não posso descrever?
Com todo dramatismo que eu pudesse ter.
Artista inimitável, sublime ilimitável.
Me ponho de joelhos e contemplo abismado.
E pergunto a mim mesma com estupefação.
Quem criou isso com tanta perfeição até o perdão?
Quem dar sem pedir nada e paga sem dever nada?
E a tudo movimenta sem nunca se mover.
Formando e transformando.
Criando e dirigindo.
Governando e agindo.
Quem tem tamanho poder?
Pergunto a outras vozes.
Quem que podeis dizer?
E vos peço queridos irmãos, amigos meus.
E as vozes me respondem?
Foi Deus
Foi Deus
Foi Deus.
João de Deus Limeira

Alberto Almeida aponta transição

por Janaína Araújo

O médico, homeopata e psicoterapeuta Alberto Almeida foi o palestrante que abriu o Congresso Espírita do Distrito Federal, na noite de 13 de abril. Ele ressaltou a importância de tomar nossa vida nas próprias mãos e promover, em nós, a transição que tanto é atribuída ao planeta Terra.

As mudanças, como disseram os espíritos a Allan Kardec, se insurgem durante séculos, mas nós ainda não aprendemos a ser gente com a gente e precisamos, em nós mesmos, fazer a transição planetária

Alberto Almeida

O palestrante observou que o físico da Terra não vai passar por mudanças tão diferentes das quais já passou, mas as entranhas da humanidade vão mudar. “Nós, que habitamos esse planeta, estamos num movimento interno”, disse ele, acrescentando que é preciso nos perguntar em que mãos  estamos colocando nossa vida. “Se colocamos nossa vida nas mãos de Jesus, devemos nos lembrar que Cristo não veio nos substituir no nosso esforço”, afirmou Alberto, ao alertar que nossa vida deve estar nas nossas mãos, para não nos apavorarmos com a possibilidade de catástrofes naturais e tomarmos atitudes desesperadas para fugir delas.

A principal ocupação que deve reger nossa vida, assinalou o médico, deve ser o bem para o mundo, “aumentando o exército de amorosidade e de solidariedade, tendo um olhar de engajamento e de responsabilidade na sociedade”. Segundo Alberto Almeida, não devemos ser reféns de sentimentos, mágoas e culpas, nem nos colocarmos nas mãos de ninguém. “Devemos deixar de reclamar e de procurar culpados, pois as culpas e mágoas do passado impedem a transição em nós mesmos”, alertou, ao dizer, ainda, que a mudança do planeta precisa antes ser vista dentro de nós mesmos.

“Diante das notícias de que o planeta está fechando um ciclo,” – afirmou Alberto – “há duas posturas que se destacam: a materialista e a fantasiosa”. A primeira, de acordo com o médico, quer determinar, por exemplo, a não validade do nascimento de crianças anencéfalas. A segunda, aponta, escurece o sentido simbólico da fala bíblica. “Eu já ouvi opiniões pequenas, fantasmagóricas, como a do ‘planeta Chupão’, que virá e ‘levará os que não estiverem fazendo o bem’”, citou o médico.

A educação de nós mesmos, para que nos conectemos com a realidade, e não com a fantasia, e a boa orientação daqueles que estão sob a nossa tutela foram destaques na fala de Alberto Almeida.

Temos limitações emocionais e, muitas vezes, somos regidos por comandos que se deram dentro do útero ou na infância, e, frequentemente, o que tentamos sepultar ainda está vivo dentro de nós. O que depositamos no outro fala dos sentimentos em que estamos aprisionados” – disse o médico, ao acrescentar que também é preciso ter cuidado com a criação de fantasias dentro de explicações espíritas.

Alberto Almeida durante a palestra (foto por Luis Silva Santos)

O papel do Espiritismo

Na avaliação de Alberto Almeida, o Espiritismo não faz a mudança planetária, mas é uma alavanca. “A transição da Terra vem se dando e o Espiritismo faz parte desse movimento, dessa conjuntura de transformação. É cúmplice e significativo nesse processo”, disse ele, que apontou quatro características da doutrina para instaurar a fraternidade: a primeira é a de ser progressista, pois está aberta aos avanços. A segunda é o fato de sintetizar a filosofia, a ciência e a religião.

O terceiro ponto favorável do Espiritismo, segundo o médico, é o de abranger as questões que aborda, trazendo contribuições na sua interface. “A doutrina não tem a intenção de ser uma concepção única da vida; ela estabelece pontes”, ressaltou Alberto, que assinalou o poder moralizador como a quarta característica importante do Espiritismo. “Há o resgate da moral do Cristo, quando somos chamados a experienciar o amor”, salientou.

O psicoterapeuta analisa que o homem conseguiu avanços materiais, mas ainda não conseguiu mergulhar pra dentro, penetrar o âmago do ser espiritual. “No futuro, ao viajar para a subjetividade do ser, o homem não terá apenas conforto e, sim, carinho e ternura. Por enquanto ainda temos dificuldade de coabitar em nossa própria casa, de ser com o vizinho de porta, no metrô, no supermercado, na via pública”, observou, ao afirmar que, presos ao ego e às negatividades, temos dificuldades de fazer mudanças.

Mas o Espiritismo, diz o palestrante, propõe a re-conexão: além do ego, um eu divino. A doutrina proporciona ao ego fazer o seu declínio. “Nossa consciência e nossa essência devem estar ligadas à lei divina. Na nossa natureza mais profunda somos centelha divina, conforme nos diz o Livro dos Espíritos. No nível egóico, não conseguimos suportar as dores da vida”, avalia ele, ao afirmar que a natureza humana se atormenta, se desconsidera a divindade. Para Alberto Almeida, o ego é um péssimo governante e um ótimo serviçal, se está sujeito ao “eu sagrado”.

A transição de nossa personalidade, considera o médico, pode revelar um “Cristo ambulante” se manifestando. “Vivemos momentos decisivos, e essa mudança pode gerar uma abordagem afetiva e efetiva com as pessoas. Iremos sentir Deus em tudo e em todos, como em filhos anencéfalos que comunicam a transcendência”, disse o palestrante, que finalizou o primeiro dia do Congresso Espírita do DF declamando o poema ‘Quem foi que fez?’, de João de Deus Limeira.

2º CEDF Início da Manhã

Hoje, dia 14 de Abril, o 2º CEDF se iniciou com apresentações artísiticas do jovem pianista Lucian e do Grupo de Teatro Vida (GTV).

Lucian é estudou piano na Escola de Música de Brasília e atualmente é aluno do bacharelado em Música – habilitação Piano – da Universidade de Brasília. Ele faz apresentações em diversos momentos e congressos espíritas, utilizando a música para harmonizar o ambiente e divulgar uma mensagem de paz.

Pianista Lucian (foto Luis Silva Santos)

O Grupo de Teatro Vida, criado em 2003 com a finalidade de apresentar palestras interpretadas,  com o objetivo de ilustrar as mensagens inseridas nas obras da literatura espírita.

Grupo de Teatro Vida (foto de Luis Silva Santos)

Além dessas atividades, tivemos um momento de descontração com o palestrante Alberto Almeida no espaço da Livraria, em que ele atendeu ao público e distribuiu sorrisos e abraços.

Alberto Almeida (foto de Luis Silva Santos)

por Davi Marco Lyra Leite

2º CEDF para Jovens

O 2º Congresso Espírita do DF apresenta uma programação especial para Jovens e Crianças, com direito a oficinas de arte e diálogos com os palestrantes do Congresso.

Desde as 9h00, adolescentes e jovens dos 13 aos 21 anos tem atividades exclusivas com trabalhadores da FeDF e com o palestrante Alberto Almeida.

Alberto Almeida (foto por Luis Silva Santos)

Durante a tarde e também o dia de domingo, outras atividades serão realizadas a fim de integrar a nossa junventude ao Movimento Espírita do Distrito Federal e transmitir a mensagem consoladora e de renovação.

Os jovens também são convidados a participar das palestras e dos outros momentos do Congresso, para assim se envolver no ambiente de paz e tranquilidade que está se instaurando no coração da nossa capital federal.

Vale a pena conferir!

por Davi Marco Lyra Leite

Rádio Fraternidade

O 2º Congresso Espírita do DF está sendo acompanhado ao vivo pela Rádio Fraternidade, uma rádio mineira espírita comprometida com a divulgação da mensagem do Espiritismo Consolador.

Ela apresenta uma programação completa 24 horas por dia, recheada de mensagens edificantes, palestras e estudos específicos de temas da Doutrina. Além disso, ela apresenta programas focados para o público infantil e jovem.

Para o evento, foram designados três jornalistas – Rubens de Castro (coordenador da Rádio), Hélio Dias e Tânia Valéria – que estão acompanhando as palestras, entrevistando os personagens e trabalhando voluntariamente para a divulgação da mensagem cristã.

Para mais informações e para acompanhar a programação completa, acesse: www.radiofraternidade.com.br

por Davi Marco Lyra Leite