Archive | dezembro 2010

Música de JIZ

Faça do seu mundo um lugar melhor de viver.

Influencie os outros a mudarem a realidade ao seu redor.

Conserte o Mundo!!

Feliz 2011.

São os sinceros votos da Equipe do Jiz

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Texto de Jiz

Dez conselhos para viver a religião

Frei Beto *

 

1. Religue-se. Evite o solipsismo, o individualismo, a solidão nefasta. Religue-se ao mais profundo de si mesmo, lá onde se cultivam os bens infinitos; à natureza, da qual somos todos expressão e consciência; ao próximo, de quem inevitavelmente dependemos; a Deus, que nos ama incondicionalmente. Isto é religião, re-ligar.

2. Tenha presente que as religiões surgiram na história da humanidade há cerca de oito mil anos. A espiritualidade, porém, é tão antiga quanto a própria humanidade. Ela é o fundamento de toda religião, assim como o amor em relação à família. Busque na sua religião aprimorar a sua espiritualidade. Desconfie de religião que não cultiva a espiritualidade e prioriza dogmas, preceitos, mandamentos, hierarquias e leis.

3. Verifique se a sua religião está centrada no dom maior de Deus: a vida. Religião centrada na autoridade, na doutrina, na ideia de pecado, na predestinação, é ópio do povo. “Vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, disse Jesus (João 10,10). Portanto, a religião não pode manter-se indiferente a tudo que impede ou ameaça a vida: opressão, exclusão, submissão, discriminação, desqualificação de quem não abraça o mesmo credo.

4. Engaje-se numa comunidade religiosa comprometida com o aprimoramento da espiritualidade. Religião é comunhão. E imprima à sua comunidade caráter social: combate à miséria; solidariedade aos pobres e injustiçados; defesa intransigente da vida; denúncia das estruturas de morte; anúncio de um “outro mundo possível”, mais justo e livre, onde todos possam viver com dignidade e felicidade.

5. Interiorize sua experiência religiosa. Transforme o seu crer no seu fazer. Reduza a contradição entre a sua oração e a sua ação. Faça pelos outros o que gostaria que fizessem por você. Ame assim como Deus nos ama: incondicionalmente.

6. Ore. Religião sem oração é cardápio sem alimento. Reserve um momento de seu dia para encontrar-se com Deus no mais íntimo de si mesmo. Medite. Deixe o Espírito divino lapidar o seu espírito, desatar os seus nós interiores, dilatar sua capacidade amorosa.

7. Seja tolerante com as outras religiões, assim como gostaria que fossem com a sua. Livre-se de qualquer tendência fundamentalista de quem se julga dono da verdade e melhor intérprete da vontade de Deus. Procure dialogar com aqueles que manifestam crenças diferentes da sua. Quem ama não é intolerante.

8. Lembre-se: Deus não tem religião. Nós é que, ao institucionalizar diferentes experiências espirituais, criamos as religiões. Todas elas estão inseridas neste mundo em que vivemos e mantêm com ele uma intrínseca inter-relação. Toda religião desempenha, na sociedade em que se insere, um papel político, seja legitimando injustiças, ao se manter indiferente a elas, seja ao denunciá-las profeticamente em nome do princípio de que somos todos filhos e filhas de Deus. Portanto, temos o direito de fazer da humanidade uma família.

9. A árvore se conhece pelos frutos. Avalie se a sua religião é amorosa ou excludente, semeadoras de bênçãos ou arauto do inferno, serva do projeto de Deus na história humana ou do poder do dinheiro.

10. Deus é amor. Religião que não conduz ao amor não é coisa de Deus. Mais importante que ter fé, abraçar uma religião, frequentar templos, é amar. “Ainda que eu tivesse fé capaz de transportar montanhas, se não tivesse o amor isso de nada me serviria”, disse o apóstolo Paulo (1 Coríntios 13, 2). Mais vale um ateu que ama que um crente que odeia, discrimina e oprime. O amor é a raiz e o fruto de toda verdadeira religião; e a experiência de Deus, de toda autêntica fé.
* Escritor e assessor de movimentos sociais

Vídeos de Jiz

E se Jesus tivesse nascido em 2010?

Espiritismo e Pipoca

Uma Mente Brilhante

Título Original: A Beautiful Mind

Gênero: Drama

Origem/Ano: EUA/2001

Direção: Ron Howard

Elenco:

Russel Crowe

Jennifer Connelly

Ed Harris

Paul Bettany

Alan Goldberg

Vivien Cardone

Christopher Plummer

 

Sinopse:

Baseado em fatos reais o filme conta a história de um então jovem matemático que chega à Universidade de Princeton para fazer a sua pós-graduação, tendo sido laureado com a bolsa Carnegie – um dos mais importantes prêmios em ciência nos Estados Unidos.

Brilhante como pesquisador, de pensamento e estilo não convencionais, John Forbes Nash a muitos impressiona e a outros assusta.

Durante os seus estudos, desenvolve teorias que revolucionariam a matemática e a economia da época. Conseguindo sucesso em várias áreas do estudo da matemática, principalmente com suas pesquisas em Teoria dos Jogos não Cooperativos, ele trilha uma carreira acadêmica respitável – sendo laureado com o Prêmio Nobel em Economia no ano de 1994 (mais de 40 anos após suas primeiras publicações).

Nash se casa com Alicia, uma antiga aluna de Princeton, com quem tem um relacionamento estável e feliz. Mas, em certa época, ele é chamado a trabalhar para o Governo dos EUA em um projeto de criptografia. Depois desse convite, a sua vida muda radicalmente. Ele passa a ser atormentado por delírios e alucinações, se torna paranóico e impulsivo. Todavia, mais tarde essas características foram identificadas como sintomas de esquizofrenia , uma grave doença que explica parte do seu comportamento na juventude e o faz repensar no que deve fazer.

Desse modo, o professor Nash precisa usar todo o seu conhecimento e discernimento para distinguir entre o que é real e o que é inventado, a fim de recuperar o seu prestígio na universidade, e, principalmente, manter-se em harmonia com a sua família que nunca o abandonou.

Encontro de Pais e Filhos