Congresso Espírita Mundial

Conferência de Carlos Roberto Campetti, cujo tema foi: Educação do Espírito.

O conferencista brasileiro abordou a temática sob a luz do processo educacional que deve ser feito nas escolas e em casa. Campetti o tempo todo ressaltou que o principal aspecto de educação, aquela de cunho moral, é obrigação dos pais. Eles que devem dar o limite aos seus filhos e incorrerão em vários erros se delegarem essa tarefa a outrem.

Também lemboru que as escolas não estão fazendo a educação como preconizado por Pastalozzi, mostrado por Kardec. O que temos de Pestalozzi na educação de hoje? O que resta de sua filosofia? Nas casas de ensino, apenas é passado o sentido formal, da instrução e será difícil superar essa barreira.

Todavia, a eduação que a humanidade necessita não é necesariamente a instrução, como nos disse Kardec. E o codificador também lembra que a escola instrui, mas quem deve educar são os pais, como está na questão 385 do Livro dos Espíritos. Eles assumiram, na espiritualidade, o dever de guiar os seus pequenos na Terra.

Campetti continuou a ressaltar que o processo educativo é uma responsabilidade dos pais, pois eles são os educadores naturais de seus filhos. E falou: “Pensemos no que ocorreu nos anos 60 após a liberação do ser, depois que caiu a proibição que existia e tirou-se o ser de dentro da jaula chamada culpa. Passamos ao comportamento de libertinagem, em que tudo se fazia, em que não há limites”.

Todavia, ele lembra que alguns dos novos encarnantes atendem às orientações de seus mentores – mesmo sem a participação ativa dos pais – e vão descobrindo que a dignidade é algo interno de cada um. E, somente pode ser digno de si mesmo, uma pessoa que tiver descoberto isso.

Em todos os momentos, foca-se no princípio de que a educação a que Kardec se referiu não é aquela do livro, é a moral, a arte de formar os caracteres. Formaremos os caracteres dentro de nossos lares, principalmente com o exemplo. Nossos filhos aprendem com aquilo que fazemos. As crianças não precisam de muitos detalhes para assimilar algo, pois tem uma atenção difusa, em graus distintos conforme a idade ou o indivíduo, que as leva a prestar atenção em tudo que se passa mesmo que não aparentem.

Campetti ainda ressaltou que se uma pessoa não sabe para onde está caminhando, vai deixar caminhos tortuosos, difusos e difíceis de seguir, e isso vai gerar dificuldades para aqueles que depois dela vêm e tentam acompanhar a sua jornada, ou repetir alguns dos passos por achar estar andando em terreno seguro.

Lembremos que a reencarnação é, em si mesmo, um profundo processo de reeducação do indivíduo. Nos ensina a compreender quem somos, e não só a enfrentar as nossas desavenças. Assim, devemos lidar com o compromisso firmado e nos trabalhar para sermos pessoas melhores e educarmos sempre aqueles que estão sob nossa tutela.

Necessitamos, assim, aprofundar o que Kardec nos disse sobre o tema. Devemos relembrar as questões 685, 917 e 919 do Livro dos Espíritos – que versam não só sobre como lidar com outre, mas como nos educar para construir um mundo melhor -, para saber que é possível realizar esse processo da forma correta.

Com a libertinagem, originada da liberação desregrada, há uma inversão do que pode acontecer. Há crianças que batem em seus pais, surge o desrespeito visto nas ruas e nas telas de jornais. Lembremos que há a necessidade do espírito aprender em sua família os limites para conviver em sociedade, do contrário a vida irá ensiná-lo da forma mais dura e com muito sofrimento (vide, como dito pelo palestrante, o estudo da “escola sem limites”).

Além disso, ele falou das pesquisas que mostram que a pessoa que se inicia prematuramente na sexualidade, dificilmente alcançar a maturidade psicológica, por inverter um processo que deve ser seguido de forma natural, primeiro deve-se atingir o desenvolvimento psicológico, para, em seguida, passar ao maior contato afetivo em que se realmente valore o sentimento de bem querer e do amor.

Devemos lembrar que a escola ensinará, por ser sua obrigação, a educação formal, trabalhará a competição através das notas e do convívio em um pequeno grupo social em que há distinções maiores que a família, mas os pais tem a obrigação de trabalhar desde cedo a questão espiritual com seus filhos.

Sendo que tudo que a criança recebeu de boas influências durante a sua atual existência vai se chocar com o que ele traz do passado quando do momento da adolescência. Mas, se ele não recebeu elementos que sejam suficientes para apoiar a sua reencarnação, poderá perder essa oportunidade de estar novamente na Terra ao incorrer nos erros do passado, mantendo o seu padrão de conduta incorreto.

Outro ponto ressaltado é que os pais não podem transferir para o Centro Espírita a educação dos filhos, pois uma hora e meia por semana não é suficiente para tal. Temos que viver o que Pestalozzi nos passou: a educação se desenvolve no lar, durante todos os dias e todo o convívio entre os pais e os filhos. Ele ensinou mais: é deles, dos pais, a reenssponsabilidade de educar as suas crianças, de dar o seu desenvolvimento moral e desenvolver um processo educativo que tenha como base a consciência de cada um e que torne os nossos filhos pessoas melhores!

Chegou o momento do despertar da humanidade e devemos estar preparados para arcar com as responsabilidades da nossa caminhada.

 

 

 

 

Por Davi Marco Lyra Leite

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Blog da juventude espírita irmã Zélia

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