Archive | outubro 12, 2010

Congresso Espírita Mundial

Para encerrar essa sexta edição do Congresso Espírita Mundial, o palestrante escolhido foi o conferencista brasileiro José Raul Teixeira. Professor, médium, trabalhador de coração da doutrina dos Espíritos, Raul abordou o tema: “Uma Nova Era para a Humanidade”.

Numa palestra que emocionou a todos, Raul enfatizou a responsabilidade de sermos espíritas, focando no que a reencarnação nos dá de presentes e no que devemos mudar de atitudes ao estamos cientes dela. A imortalidade do espírito, como dito na frase tema do congresso, deve ser encarada como um convite ao trabalho de melhoria incessante, em que burilamos as nossas imperfeições dia-a-dia procurando chegarmos melhores à pátria espiritual do que aqui a Terra quando do momento do atual reencarne.

Raul nos convidou ao trabalho e à motivação para a melhoria constante, clamou os espíritas a agirem como espíritas e praticarem a caridade, corrigirem suas más inclinações e seguirem no caminho de Jesus Cristo.

Como ele disse: “Temos cada um a nossa estrela nesse universo infinito e elas esperam que estejamos prontos para ascender ao nível de responsabilidade de guiarmos os nosso companheiros”.

No início da conferência, ele nos mostrou como jamais vivemos num mundo tão conflitante como o de hoje, em que um sem número de Igrejas existem, mas, ao mesmo tempo, a violência e a pobreza se espalham. A tecnologia nos leva a outros planetas e salva vidas, mas a mesma pesuisa que nos dá uma comida mais saudável surgiu incentivada por motivos belicosos – fortalecendo a indústria da morte. Estamos assistindo a catástrofes e destruição em meio ao dinheiro e progresso. Será que isso é certo? Como devemos nos posicionar como espíritas perante essas dicotomias?

Se a mensagem espírita realmente tivesse sido compreendida pelas pessoas, teríamos que nos movimentar e trabalhar em prol do nosso próximo ao invés de ficarmos nos lamentando. Não deveríamos nos indignar ao vermos a pobreza, a fome e a destruição, mas lutar com todas as nossas forças para mudarmos o mundo que nos cerca!

Devemos lembrar sempre que estamos na situação que merecemos e precisamos para o nosso progresso e que a todos os momentos somos responsáveis pelos nossos atos e autores do nosso futuro. Se desejamos algo melhor para nós e aqueles que nos cercam, temos que trabalhar por isso.

Raul continuou: “Devemos sentir Deus, tendo a certeza de que Ele está conosco e crendo sem Seus desígnios, e, por isso, temos de ser pessoas melhores do que somos atualmente”. O espiritismo nos brinda a felicidade de falarmos que não desaparecemos com a morte, mas continuamos com todas as nossas construções positivas e negativas, então, desse modo, fica cada vez mais importante tudo aquilo que venhamos a realizar.

Ele nos propõe as seguintes questões: “Como, sendo espírita, posso mentir tanto (para os outros ou para mim)? Como posso ter tanto ódio? Por que nos mantemos querendo posições terrestres que ficarão por aqui quando do nosso desencarne?”

Devemos conquisatar as riquezas tais quais preconizadas por Jesus, aquele tesouro que não está na Terra, que não pode ser roubado por ladrão algum. Devemos ter o nosso conhecimento para utilizá-lo e retransmiti-lo, e não guardá-lo ou nos vangloriarmos dele. Lembrando que tudo que fizemos constrói a nossa atualidade e que os nossos conflitos regressam no momento das nossas reencarnações.

Já passou o tempo de buscarmos os outros para resolverem nosso problemas. Temos a obrigação de lidar com nossas dificuldades e sermos os agentes morais de nosso progresso.  Que possamos dar o valor correto à mensagem do Espiritismo a qual temos o privilégio de conhecer.

Somos felizes por sermos espíritas nesses dias de caos, pois ele faz a diferença para que possamos seguir no caminho reto. Então caminhemos sempre para a melhoria de nossos seres!

 

Por Davi Marco Lyra Leite

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Congresso Espírita Mundial

Penúltima conferência, ela foi proferida por Edwin Genaro Bravo, conferencista guatemalteca e organizador do 3o Congresso Espírita Mundial.

O tema foi: “Natureza e Espiritismo”.

O palestrante começou perguntando o que os temas tem de relação? Como o homem altera a natureza e o que pode acontecer a ele por causa disso?

Bravo fez uma bela explanação relacionando as catástrofes naturais à lei de desdtruição, mas também à atuação da Providência Divina visando a harmonia do planeta e as expiações e provas que se façam necessárias para todas as pessoas.

O homem, como classe inteligente, domina as outras que se apresentam na superfície da Terra, pois lhe é facultado agir e saber as conseqüências de suas ações, é facultado transpor os minerais, cultivar e utilizar os vegetais, interagir, domesticar e criar os animais. Mas será que ele está a fazer uso de forma respinsável dessas capacidades? Será que o homem está atuando da maneira que lhe cabe?

O Livro dos Espíritos nos esclarece que existe, como dividido por Kardec a partir dos textos psicografados e das mensagens advindas do período da codificação, a Lei da Destruição, em que na verdade não temos o encerramento de algo,m as a continuidade de um ciclo de vida. O homem passa desse ao outro – e verdadeiro – plano, assim como seu corpo é utilizado pela natureza para criar novas estruturas, alimentar a vida.

Mas o macro e o micro-cosmos em que nos inserimos deve ser respeitado visto que tudo se encadeia de forma perfeita dentro da natureza e devemos seguir os designos de Deus de seguir no progresso, mas tendo como princípio fundamental o respeiro à sua criação.

Mas sempre lembremos: Deus não se contradiz e se algo ocorre é porque Ele assim o permite. Assim, tudo se coordena pela ação divina e dela, podemos ter a certeza, sempre emanará harmonia e espírito de progresso.

Com essa idéia, encerrou o seu pensamento e deixou ao auditório muito material de reflexão.

 

 

 

 

Por Davi Marco Lyra Leite

Congresso Espírita Mundial

Conferência de Carlos Roberto Campetti, cujo tema foi: Educação do Espírito.

O conferencista brasileiro abordou a temática sob a luz do processo educacional que deve ser feito nas escolas e em casa. Campetti o tempo todo ressaltou que o principal aspecto de educação, aquela de cunho moral, é obrigação dos pais. Eles que devem dar o limite aos seus filhos e incorrerão em vários erros se delegarem essa tarefa a outrem.

Também lemboru que as escolas não estão fazendo a educação como preconizado por Pastalozzi, mostrado por Kardec. O que temos de Pestalozzi na educação de hoje? O que resta de sua filosofia? Nas casas de ensino, apenas é passado o sentido formal, da instrução e será difícil superar essa barreira.

Todavia, a eduação que a humanidade necessita não é necesariamente a instrução, como nos disse Kardec. E o codificador também lembra que a escola instrui, mas quem deve educar são os pais, como está na questão 385 do Livro dos Espíritos. Eles assumiram, na espiritualidade, o dever de guiar os seus pequenos na Terra.

Campetti continuou a ressaltar que o processo educativo é uma responsabilidade dos pais, pois eles são os educadores naturais de seus filhos. E falou: “Pensemos no que ocorreu nos anos 60 após a liberação do ser, depois que caiu a proibição que existia e tirou-se o ser de dentro da jaula chamada culpa. Passamos ao comportamento de libertinagem, em que tudo se fazia, em que não há limites”.

Todavia, ele lembra que alguns dos novos encarnantes atendem às orientações de seus mentores – mesmo sem a participação ativa dos pais – e vão descobrindo que a dignidade é algo interno de cada um. E, somente pode ser digno de si mesmo, uma pessoa que tiver descoberto isso.

Em todos os momentos, foca-se no princípio de que a educação a que Kardec se referiu não é aquela do livro, é a moral, a arte de formar os caracteres. Formaremos os caracteres dentro de nossos lares, principalmente com o exemplo. Nossos filhos aprendem com aquilo que fazemos. As crianças não precisam de muitos detalhes para assimilar algo, pois tem uma atenção difusa, em graus distintos conforme a idade ou o indivíduo, que as leva a prestar atenção em tudo que se passa mesmo que não aparentem.

Campetti ainda ressaltou que se uma pessoa não sabe para onde está caminhando, vai deixar caminhos tortuosos, difusos e difíceis de seguir, e isso vai gerar dificuldades para aqueles que depois dela vêm e tentam acompanhar a sua jornada, ou repetir alguns dos passos por achar estar andando em terreno seguro.

Lembremos que a reencarnação é, em si mesmo, um profundo processo de reeducação do indivíduo. Nos ensina a compreender quem somos, e não só a enfrentar as nossas desavenças. Assim, devemos lidar com o compromisso firmado e nos trabalhar para sermos pessoas melhores e educarmos sempre aqueles que estão sob nossa tutela.

Necessitamos, assim, aprofundar o que Kardec nos disse sobre o tema. Devemos relembrar as questões 685, 917 e 919 do Livro dos Espíritos – que versam não só sobre como lidar com outre, mas como nos educar para construir um mundo melhor -, para saber que é possível realizar esse processo da forma correta.

Com a libertinagem, originada da liberação desregrada, há uma inversão do que pode acontecer. Há crianças que batem em seus pais, surge o desrespeito visto nas ruas e nas telas de jornais. Lembremos que há a necessidade do espírito aprender em sua família os limites para conviver em sociedade, do contrário a vida irá ensiná-lo da forma mais dura e com muito sofrimento (vide, como dito pelo palestrante, o estudo da “escola sem limites”).

Além disso, ele falou das pesquisas que mostram que a pessoa que se inicia prematuramente na sexualidade, dificilmente alcançar a maturidade psicológica, por inverter um processo que deve ser seguido de forma natural, primeiro deve-se atingir o desenvolvimento psicológico, para, em seguida, passar ao maior contato afetivo em que se realmente valore o sentimento de bem querer e do amor.

Devemos lembrar que a escola ensinará, por ser sua obrigação, a educação formal, trabalhará a competição através das notas e do convívio em um pequeno grupo social em que há distinções maiores que a família, mas os pais tem a obrigação de trabalhar desde cedo a questão espiritual com seus filhos.

Sendo que tudo que a criança recebeu de boas influências durante a sua atual existência vai se chocar com o que ele traz do passado quando do momento da adolescência. Mas, se ele não recebeu elementos que sejam suficientes para apoiar a sua reencarnação, poderá perder essa oportunidade de estar novamente na Terra ao incorrer nos erros do passado, mantendo o seu padrão de conduta incorreto.

Outro ponto ressaltado é que os pais não podem transferir para o Centro Espírita a educação dos filhos, pois uma hora e meia por semana não é suficiente para tal. Temos que viver o que Pestalozzi nos passou: a educação se desenvolve no lar, durante todos os dias e todo o convívio entre os pais e os filhos. Ele ensinou mais: é deles, dos pais, a reenssponsabilidade de educar as suas crianças, de dar o seu desenvolvimento moral e desenvolver um processo educativo que tenha como base a consciência de cada um e que torne os nossos filhos pessoas melhores!

Chegou o momento do despertar da humanidade e devemos estar preparados para arcar com as responsabilidades da nossa caminhada.

 

 

 

 

Por Davi Marco Lyra Leite