Archive | abril 17, 2010

Jiz no Congresso Espírita Brasileiro – Divaldo e os jovens

Mediunidade

Qual o momento para começar a educação da mediunidade?

O jovem deve dedicar-se quando tiver lido a codificação. Nascemos médiuns, ostensivos ou não. Vamos ampliar através do exercício da meditação.

Hora própria é quando tiver condições de  lutar contra as ciladas dos adversários. Se a mediunidade acontecer na infância, deve ser acompanhada do tratamento  espiritual, com passe e água fluidificada e da psicoterapia.

Não há pressa para apresentar mediunidade

Atraves da educação, reflexão, desenvolvimento de um comportamento moral, atrairemos os espíritos nobres e respeitáveis e não nos transformamos em joguetes de espíritos frívolos.

Os jovens podem e devem estudar e exercer a mediunidade quando tiverem condições de exercer com Jesus, no bem, ter uma vida ética e evitar os vícios sociais.

Jiz e o Congresso Espírita Brasileiro – Divaldo e os jovens

 Sexo e homossexualidade

Pergunta: Como o jovem pode trabalhar suas energias genésicas, que são muitas vezes mal utilizadas? Qual é a visão do espiritismo sobre homossexualidade? Como tratar o sexo com base na doutrina?

R: Sexo como departamento do corpo é algo tão importante, que é nosso dever atender-lhe as funções com o mesmo respeito que atendemos o estômago, fígado, rins. O problema do sexo não é do aparelho, é do espírito reencarnado. Devemos ter profundo respeito e higiene moral para termos uma vida saudável.

 O sexo é uma função biológica voltada para a reprodução. Mas para que ele seja dignificado, foi concebido para envolver sensações e emoções. Por isso é que o intercurso sexual deve ser feito com amor, para que as sensações sejam prazerosas e agradáveis, proporcionando o bem estar e o desejo de repetição

O Espiritismo respeita qualquer opção sexual. O indivíduo tem o direito sim de procurar alguém com o mesma função anatômica, desde que haja amor ou respeito.

Não se permite nem ao hetero nem ao homo, a vulgaridade do sexo, ter mais de um parceiro, desrespeitar o indivíduo. Se o indivíduo não lhe corresponde, separe-se e parta para um novo relacionamento. Não podemos agir para agredir os outros

A vida sexual deve ser iniciada quando a pessoa tiver maturidade para exercer o sexo com responsabilidade. Quando possamos assumir as consequências de nossos atos, e ser capaz de controlar nossos impulsos. Vivemos a época da libido sexual, mas o sexo merece o nosso maior carinho, respeito e responsabilidade para assumirmos o nosso papel diante da vida.

Jiz no Congresso Espírita Brasileiro – Divaldo e os jovens

Guia espiritual

Como seu deu a descoberta de seu mentor espiritual?

R: Foi um dos meus pontos nevrálgicos desde que comecei a estudar o espiritismo. Sempre via um ser ao meu  lado como se fosse uma claridade. Na primeira noite que dormi na casa de Chico Xavier, minha ânsia era perguntar quem era meu guia. Ele me respondeu, mineiramente, que via uma claridade e não identificou quem era.

Um dia exigi e ele (o espírito) me disse: Seu guia é JESUS. “Eu não quero, ele é guia de todos”

O espírito sorriu

Recebemos, já em Salvador, uma visita de uma pessoa do Rio de Janeiro que apareceu do nada.  Mal chegou levou as crianças à praia. Ficamos aterrados, não pudemos dizer nada. Uma das crianças  nos disse. “Essa senhora é tão alegre que colocamos o nome dela de Lambretinha”.

A mesma mulher me perguntou: Divaldo,  você é médium? Quem é o seu guia? Eu não sabia, ela disse que eu era atrasado. Ela me falou que tinha como guia São Francisco, Santa Rita de Cássia e onze mil virgens.

Perguntei para o espírito: eu sou tão bom, não fumo, não bebo, e não tenho guia. E essa mulher louca tem São Francisco, Santa Rita de Cássia e onze mil virgens.

O espírito sorriu e disse: “para poder conduzir um trem desses descarrilado, é preciso mais de um guia. Você não, basta seguir a locomotiva. Eu me conformei, mas não me convenci

Na década de 60, me disse que era Joana. Decepção. Mulher, queria um guia com nome europeu. Ela disse que chama-se Joana de Angelis. “Melhorou!”

Se Emamnuel recomendou disciplina a Chico, Joana me colocou na clausura. Mas até hoje agradeço a presença desse anjo tutelar ao meu lado.

Jiz no Congresso Espírita Brasileiro – Divaldo e os jovens

Personalismo

Pergunta: Quais as práticas indispensáveis para que os personalismos sejam devidamente afastados?

R: A primeira emoção que temos é o medo, depois somos acoimados por  uma segunda emoção, que é a ira e mais tarde, pelo amor. Nesse processo de evolução, chega o momento que a psique humana se divide e surge o ego e o self, é o momento em que surge o discernimento.

O homem primitivo era sensação. O espírito passa a utilizar-se das paixões primárias. Após surgem as variantes do ego, vem o egocentrismo, a pessoa se acredita o sol de primeira grandeza, e o egoísmo como faculdade soberana.

Para poder sobreviver em sociedade, o homem mascara esse ego e a essa máscara, que os gregos chamam de persona, denominamos personalidade. Ocultamos nossos defeitos  para disfarçar quem somos a fim de conquistarmos a quem nos interessa.

Temos que trabalhar o ego, dar-nos conta que somos animais gregários, que ninguém é tão completo que não precise de outro.

Jesus reunia todos os arquétipos da perfeição. Nós temos nossos defeitos, fruto de nossas paixões soberana,de nosso medo, disfarçado em angústia, timidez, reseentimento, desejo de vingança.

Devemos dispor das armas extraordinárias que Jesus nos deu: Vigiai e Orai, para não cair  em tentação.

Estar atentos às nossas deficiências, nosso pontos nevrálgicos, nosso calcanhar de Aquiles e trabalhar sem desânimo, sem cessar de aprimorar-se, cultivar as lições preciosas da oração e da fraternidade. Lutar contra a nossa natureza animal.

O Livro dos Espíritos é claro: Por que existe a querra? Pela predominância da natureza animal e das paixões humanas

Congresso Espírita Brasileiro – Coletiva

 

O blog JIZ vai disponilibilizar com exclusividade um aúdio da coletiva onde estavam presentes: Alberto Almeida; Marlene Nobre e João Pinto Rabelo. O assunto era a religião e a ciência.

Jiz no Congresso Espírita Brasileiro – Divaldo e os jovens

         Após uma pequena introdução, Divaldo abriu a palavra para as perguntas dos jovens presentes. Os interessados escreveram seus questionamentos em um papel e encaminharam para os organizadores do evento.

         Seguem as respostas dadas pelo médium, divididas por temas:

         Os jovens e a unificação

         Pergunta: Como a juventude pode auxiliar no trabalho de unificação do Espiritismo?

         R: A unificação dos espíritas é algo essencial. Estarmos reunidos em torno da mesma bandeira é importante para a boa divulgação dos postulados espíritas. A melhor maneira é amar, para que haja a real unificação, como asseverou Bezerra de Menezes. A palavras do jovem deve ser voltada para manter as balizas da doutrina espírita irretocáveis, sem os modismos e novidades comuns à humanidade. Além disso, ser disciplinado, participar das atividades do Centro, e amar, sem se deixar envolver pelas condições negativas que sempre nos cercam.

Jiz no Congresso Espírita Brasileiro – Divaldo com os jovens

 

      “Podemos viver de maneira saudável sem nos corrompermos”

      É possível, na opinião de Divaldo, viver o evangelho cristão sem deixar de viver integralmente o período glorioso da juventude. “Ser jovem não é apenas ter alguns anos, é ter alma aberta às grandes construções do futuro”. O expositor admitiu que o mundo experimenta dias tumultuosos, de “tantas licenças morais, desequilíbrios éticos, desrespeito ao si mesmo e ao próximo, culto à sexolatria, à embriaguês, ao tagabismo, à vulgaridade” que parece difícil para os jovens conciliar os diversos valores com a prática doutrinária.

      Citando as palavras de um poeta argentino, Divaldo afirmou que jovem “é todo aquele que pode olhar para trás sem ter amarras com o passado”. Para ele, a adolescência é o momento de afirmação da personalidade, quando surgem velhos hábitos, conflitos, que precisam ser disciplinados pela pedagogia do espiritismo. “Podemos viver de maneira saudável sem nos corrompermos, mantermos postura saudável sem nos comprometer com esses vícios para atender ao status quo, gerando novos valores”

     Repetindo as palavras de Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, Divaldo declarou que “os jovens têm força, mas não têm experiência; têm idealismo, mas ainda não vivenciaram as estranhezas do cotidiano; mantêm o espírito aberto a todas as coisas novas , mas não sabem discernir as que são positivas das que são perniciosas”, declarou.

Por Paulo de Tarso Lyra Colaboração: Larissa Nascimento