Archive | abril 8, 2010

Personalidade do Mês

Nome: nascido como Francisco de Paula Cândido, posteriormente alterado para Francisco Cândido Xavier e mais conhecido como Chico Xavier.

Nascimento: 02 de Abril de 1910 em Pedro Leopoldo Minas Gerais.

Falecimento: 30 de Junho de 2002 em Uberaba, também Minas Gerais.

Chico Xavier é o mais conhecido médium espírita do mundo. Tendo publicado mais de 400 obras mediúnicas, das quais ele dizia ser apenas a ferramenta de escrita e não o autor. Chico foi uma referência de bondade, resignação e amor ao próximo.

Nascido em uma família pobre, na cidade de Pedro Leopoldo, que fica na região metropolitana de Belo Horizonte, teve uma infância muito difícil, tendo que trabalhar desde cedo para auxiliar nas despesas domésticas (quando voltou a morar com o pai) e sofrendo agressões por parte de sua madrinha durante o período que com ela residia.

Seus estudos foram muito limitados, chegando apenas a concluir o primário. Todavia, devido ao arcabouço de outras encarnações, conseguia escrever com maestria sobre os mais variados temas em diversas línguas – lembrando que, apesar de as comunicações mediúnicas trazerem o conhecimento do espírito, necessário é que o médium tenha em sua bagagem dados sobre o idioma em que ela ocorre. Chico, todavia, sempre era humilde em afirmar corretamente ser apenas o porta-voz da mensagem por ele encaminhada.

Iniciou seus estudos na Doutrina Espírita em 1927, aconselhado por sua mãezinha já desencarnada. E desde então nunca deixou de ler e reler as obras de Kardec, lembrando sempre o que dizia o Espírito da Verdade: “Espíritas amai-vos, esse é o primeiro mandamento, instrui-vos, este o segundo“. Mostrou-se, desse modo, um modelo de dedicação, estudo e humildade.

Além do trabalho na seara mediúnica, psicografando livros e cartas  de pessoas desencarnadas destinadas a familiares e amigos , Chico auxiliava a todos que passavam em seu caminho dando comida, apoio ou mesmo um simples sorriso (algo não raro no rosto desse mineiro).  Ele destinou a renda de todas as suas psicografias a obras assistenciais, permitindo que muitos tivessem acesso a um prato de comida, um abrigo e atendimento médico. Sempre insitia que a finalidade do ser humano é ser útil ao próximo, amando, respeitando e sendo, em todos os momentos, caridoso. Assim, o velhinho de Minas vivenciava suas palavras em todos os seus atos.

Chico foi um exemplo durante sua vida, sendo respeitado e querido por pessoas de todas as religiões e cultos. Mesmo que muitos não acreditassem em suas comunicações, o respeitavam pelas obras de caridade que assistia e pela paz que trazia ao coração das pessoas. Desse modo, foi eleito o mineiro d0 século XX, ficando à frente de Santos Dumont, JK e Pelé.

Como última ação de desprendimento, quis desencarnar em um momento de felicidade do povo brasileiro, a fim de sua morte passar despercebida pela população e não gerar tristeza – desencarnou, assim, no dia em que o Brasil festejava o seu quinto título da Copa do Mundo de Futebol. Todavia o seu enterro foi acompanhado por milhares de pessoas que desejavam prestar a última homenagem ao médium mineiro.

Chico representou o trabalho, a fé e o amor ao próximo, sendo uma pessoa de bem e que sempre se esforçava para domar as suas más inclinações e trabalhar em prol dos mais necessitados. Exemplificou a máxima: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”.



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