Archive | outubro 2009

Espiritismo no dia-a-dia

Mais de um milhão de pessoas vão às ruas em Madri contra o aborto

Da Reuters

Mais de um milhão de pessoas se manifestaram neste sábado (17), em Madri, contra o projeto de liberalização do aborto do governo socialista aos gritos de “aborto não! sim à vida”, segundo diversas fontes.

Os organizadores anunciaram várias estimativas de participação até ser fixada, definitivamente, em dois milhões de pessoas, enquanto que a região de Madri, governada pelos conservadores, divulgou a cifra de 1,2 milhão de participantes.

A manifestação começou às 17h local (12h de Brasília), tendo sido concluída no centro da capital espanhola duas horas depois.

O projeto de lei socialista, que reforma uma lei de 1985, prevê, principalmente, liberdade total para abortar em um prazo de 14 semanas de gravidez.

Atualmente, o aborto é autorizado apenas em caso de estupro (até 12 semanas de gravidez), má-formação do feto (22 semanas) ou “perigo para a saúde física ou mental da mãe” (sem limitação de tempo).

Uma verdadeira maré humana invadiu o centro da capital espanhola: pessoas idosas, pais e mães levando crianças em carrinhos, grupos de adolescentes com camisetas pintadas e faixas vermelhas com os dizeres “Direito à vida”, além de religiosas e sacerdotes.

O projeto de lei aprovado no dia 26 de setembro pelo governo e que será debatido a partir de novembro no Parlamento, se inspira na legislação em vigor na maior parte dos países da União Europeia.

Um grande cartaz abria a manifestação proclamando: “Cada vida conta”.

A ministra socialista da Igualdade, Bibiana Aido, uma das incentivadores do polêmico projeto de lei, exprimiu “respeito total” à passeata, afirmando, no entanto, que “ninguém tem o monopólio da moral”. “Nenhuma mulher pode ser penalizada por tomar uma decisão tão difícil como é a de fazer um aborto”, declarou.

A manifestação foi convocada pelo Fórum da Família, uma plataforma de organizações católicas conservadoras, que já havia levado centenas de milhares de manifestantes às ruas em 2005 contra a lei autorizando o casamento homossexual.

O projeto contém dispositivo muito polêmico, mesmo entre o eleitorado de esquerda: menores de 16 e 17 anos poderão abortar livremente sem o consentimento nem informação prévia dos pais.

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Espiritismo no dia-a-dia II

Abortos matam 70 mil mulheres por ano no mundo

 LONDRES (Reuters) – A difusão de anticoncepcionais reduziu a taxa de abortos no mundo, mas a prática ainda mata 70 mil mulheres por ano e causa danos ou sequelas em milhões de outras, segundo um relatório divulgado na terça-feira.

 Embora muitos países estejam facilitando o acesso ao aborto, ainda que com restrições, o número de interrupções de gravidez caiu de cerca de 45,5 milhões em 1995 para 41,6 milhões em 2003, de acordo com o estudo do Instituto Guttmacher, dos Estados Unidos.

 Mas o relatório aponta um número ainda elevado – quase 20 milhões – de abortos precários, a maioria em países pobres e realizados pelas próprias gestantes, que usam medicamentos inadequados ou poções vegetais, ou então por curandeiros sem treinamento específico.

 “É trágico que, embora a taxa geral de abortos esteja em declínio, o aborto inseguro não tenha declinado”, disse Sharon Camp, presidente do Instituto Guttmacher, que estuda a saúde sexual e reprodutiva.

 “Restrições legais não impedem o aborto, simplesmente tornam o procedimento perigoso. Muitas mulheres são mutiladas ou mortas a cada ano por não terem acesso ao aborto legal”, disse ela numa entrevista coletiva em Londres.

 ANTICONCEPCIONAIS BARATOS

 Os pesquisadores dizem que 40 por cento das mulheres ainda vivem em países onde o aborto é altamente restrito. Eles defenderam um maior esforço para melhorar o acesso a anticoncepcionais que poderiam evitar parte das 76 milhões de gestações indesejadas por ano.

 Eles disseram também que no mundo em desenvolvimento o atendimento a mulheres que sofrem lesões devido a abortos arriscados custa cerca de meio bilhão de dólares.

 “Por trás de cada aborto está uma gravidez indesejada”, disse Akinrinola Bankole, diretor de pesquisas internacionais do Guttmacher.

 Na opinião dele, as nações em desenvolvimento e os países doadores deveriam olhar as cifras, que demonstram claramente que “prevenir a gravidez indesejada tem uma boa relação custo-benefício”.

 Na Nigéria, por exemplo, um estudo recente mostrou que os custos de tratar mulheres por causa de complicações resultantes de abortos malsucedidos é de cerca de 19 milhões de dólares por ano, e que bastaria 4,8 milhões de dólares para fornecer anticoncepcionais a todas as mulheres que os desejassem.

 Os pesquisadores admitiram que não é realista evitar totalmente a necessidade de abortos, mas que melhorar o acesso a anticoncepcionais e pressionar pela retirada de restrições ao aborto é uma meta válida em nível global.

 “As mulheres vão continuar a buscar o aborto se ele for seguro, e não enquanto a demanda não-atendida pela contracepção continuar elevada”, disse Camp. “Com suficiente vontade política, podemos garantir que nenhuma mulher tem de morrer a fim de acabar com uma gravidez que ela nem desejou nem planejou”.

Camp citou a Holanda como exemplo e disse esperar que a taxa global um dia caia dos 29 abortos por cada mil mulheres com idade entre 15 e 44 anos, para cerca de 10 por mil, a taxa registrada na Holanda.

Espiritismo no dia-a-dia III

Expansão do uso de anticoncepcionais derruba taxa de abortos no mundo

Da EFE

Londres, 13 out (EFE).- Graças à difusão do uso de anticoncepcionais, à melhora dos programas de planejamento familiar e ao relaxamento das leis, o número de abortos no mundo caiu 9% entre 1995 e 2003, segundo um estudo apresentado hoje pelo Instituto Guttmacher, em Londres.

 

Sob o título “O Aborto no Mundo: Uma Década de Progresso Desigual”, o relatório indica que essa tendência positiva foi detectada tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em vias de desenvolvimento, exceto na África, onde continua um assunto pendente.

 

Na opinião da diretora-executiva do Instituto Guttmacher, Sharon Camp, a conclusão principal que pode ser retirada do estudo é que “dar às mulheres os meios necessários para decidir por elas mesmas quando ficar grávidas reduz a incidência de gravidez não desejada e, portanto, o número de abortos”.

 

Em nível global, o dado mais positivo é que o número de intervenções para interromper voluntariamente a gravidez passou de 45,5 milhões em 1995 a 41,6 milhões em 2003, uma redução que os pesquisadores atribuem, além da expansão do uso de diferentes métodos anticoncepcionais, à progressiva liberalização das leis sobre o aborto nos últimos 15 anos.

 

No entanto, preocupa especialmente que quase 50% dos abortos praticados em 2003 estão dentro dos denominados “clandestinos”, ou seja, não contaram com a supervisão nem as garantias médicas adequadas.

 

Segundo o estudo, 70 mil mulheres morrem no mundo a cada ano ao tentar interromper a gestação por métodos pouco ou nada ortodoxos, nos quais muitas vezes é a própria que fica encarregada de provocar o aborto.

 

Este tipo de prática ocorre, sobretudo, na América Latina e na África, duas áreas geográficas onde a lei é especialmente dura neste sentido e que, em alguns casos, não permite o aborto nem mesmo para salvar a vida da mãe.

 

Este é o caso de El Salvador e Nicarágua, dois dos três únicos países do mundo que, durante os últimos 15 anos, aumentaram o rigor em relação ao aborto, até proibi-lo sob qualquer circunstância.

 

O terceiro país em questão é a Polônia, que em 1997 reforçou a lei do aborto e permite a interrupção da gravidez com condições (má-formação do feto, estupro e risco para a mãe), um recurso muito difundido nos países desenvolvidos, no meio do caminho entre a proibição absoluta e a total liberalização.

 

Neste amplo espectro, está a Espanha neste momento, à espera da aprovação definitiva da nova lei do aborto, que estabelece a livre interrupção da gestação até a 14ª semana e define em 16 anos a maioridade para decidir realizar ou não a intervenção, gerando nos últimos meses duras críticas dos setores mais conservadores do país.

 

Neste sentido, a doutora Kelly Culwell, assessora da Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF, e inglês) mostrou seu apoio à reforma e explicou a Agência Efe que “qualquer lei que torne mais fácil e rápido o recurso ao aborto seguro é boa”.

 

“As leis restritivas só conseguem atrasar o processo e fazer com que o número de abortos durante o segundo trimestre aumente, o que representa um maior risco para a saúde da mãe”, disse Culwell.

 

Além disso, na sua opinião, a nova lei evitará que muitas jovens tenham que ir a outros países para fazer a interrupção da gravidez, dando espaço ao “turismo do aborto”.

 

Em qualquer caso, a diretora do Instituto Guttmacher afirma que o avanço registrado nos últimos anos na maior parte do mundo “é muito modesto em relação ao que se pode alcançar com mais investimento em políticas de planejamento familiar”.

 

Por isso, reivindica que legisladores, serviços sociais e de saúde, empresas farmacêuticas e educadores façam sua parte em um delicado assunto que ameaça a vida e a liberdade sexual de milhões de mulheres a cada ano. EFE

Espiritismo e Pipoca !

A Procura da Felicidade 

O filme À Procura da Felicidade, que conta a história de Chris Gardner, é simplesmente imperdível. Além da incrível e tocante interpretação de Will Smith, a mensagem do filme é excelente, e está em falta em muitas das produções hollywoodianas de hoje. Trata-se de um homem obstinado que luta para sobreviver e sustentar seu filho mesmo sob as mais árduas circunstâncias, sem que isso o faça ignorar os principais valores nem perder as esperanças. Gardner encontra-se nas mais desesperadas situações, sob constante pressão financeira, chegando a dormir no banheiro de uma estação de metrô e depois em abrigos. Nessa jornada angustiante, ainda é abandonado pela mulher, tendo que criar o filho sozinho. Mas nada disso o impede de manter o carinho e passar valiosas lições para seu filho, que depositara total confiança no pai. Os obstáculos parecem intransponíveis, mas a força de vontade de Gardner é ainda maior. Em uma determinada cena do filme, quando Gardner jogava basquete com seu filho, uma preciosa lição de vida foi passada aos espectadores. O próprio pai fala para o filho desistir do sonho de ser um campeão algum dia, e ao perceber o desânimo do garoto, lhe dá uma bronca, explicando que ele não deve jamais deixar outros – inclusive o próprio pai – colocá-lo para baixo, repetir que ele não é capaz de algo. A inveja faz com que outros tentem diminuir as habilidades alheias, desestimulando qualquer um que pareça um pouco mais capaz em determinada tarefa. O pai afirma então que o filho nunca deve ligar para isso, para o que os outros falam dele, e que nada deverá ficar entre seus sonhos e a realização deles. Proteja seus sonhos sempre!

Espiritismo no Dia-a-Dia

 

702. O instinto de conservação é uma lei natural?

Sem dúvida. Foi dado a todos os seres vivos, seja qual for o grau de inteligência. Para uns, é puramente mecânico; para outros, é racional.

703. Com que objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de conservação?

 Porque todos devem cumprir os desígnios da Providência; é por isso que Deus deu o instinto de conservação. Além disso, a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres que têm instintivamente esse sentimento, sem se darem conta disso.

Fonte:  Livro dos Espíritos  

Jiz da Semana

amigos[1]

“A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente.”

Albert Camus