Archive | maio 18, 2009

Jiz e juventude

Jesus

CONFRATERNIZAÇÃO DE JUVENTUDES ESPÍRITAS DO DISTRITO FEDERAL (COJEDF 2009)

O HOMEM DE BEM

Senhores pais e responsáveis

No próximo dia 23 de maio a Coordenação da Juventude realizará as inscrições dos jovens da nossa Casa, na faixa etária dos 13 aos 21 anos, que desejarem participar da Cojedf 2009

Local: bloco A

Horário de preparação de ambiente, às 17 horas

Os que tiverem menos de 18 anos necessitam de autorização dos pais, bastando, para tanto, preencher e assinar o campo específico da ficha de inscrição

O valor é de R$ 15, estando incluso o almoço.

Vamos incentivar nossos jovens a participar, considerando que os objetivos são a construção de laços de amizade e união, por meio do estudo sistematizado da Doutrina Espírita e o fortalecimento do movimento das juventudes espíritas do Distrito Federal

Departamento de Infância e Juventude

Coordenação da Juventude 

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Jiz no Atualpa

FIMUMIZ_copy

Jiz da semana

“…As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é… A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora… A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira… A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz… A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus…”  

(Poema de William Davis).

Espiritismo e reflexão

FREI-BETTO_2(14)

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!

Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático.’ Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !”

Enviado por André Ferreira

 

Espiritismo no dial

bebe propagandaContribuição de André Ferreira

COMPRAR, COMPRAR
(Clésio Tapety)

Olha só que gracinha
Uma caneca em forma de galinha
Já não consigo mais viver sem isso não

Olha só que legal
Um suvenir lá de portugal
Já não consigo mais viver sem isso não

Comprar, comprar, comprar, comprar
Resistir à tentação não dá, não dá
Gastar, gastar, gastar, gastar
E o essencial dispensar

Olha só que maneiro
Um boné de time brasileiro
Já não consigo mais viver sem isso não

Olha só que bacana
Qualquer coisa norte-americana
Já não consigo mais viver sem isso não

Comprar, comprar, comprar, comprar
Resistir à tentação não dá, não dá
Gastar, gastar, gastar, gastar
E o essencial dispensar

Olha só que beleza
Nova invenção japonesa
Já não consigo mais viver sem isso não

No que vi não acreditei
Nova versão do que eu já comprei
Já não consigo mais viver sem isso não

Comprar, comprar, comprar, comprar
Resistir à tentação não dá, não dá
Gastar, gastar, gastar, gastar
E o essencial dispensar

Reverberando a canção…
Para ouvir/baixar a música: http://www.overmundo.com.br/banco/comprar-comprar