Congresso Espírita Mundial
Para encerrar essa sexta edição do Congresso Espírita Mundial, o palestrante escolhido foi o conferencista brasileiro José Raul Teixeira. Professor, médium, trabalhador de coração da doutrina dos Espíritos, Raul abordou o tema: “Uma Nova Era para a Humanidade”.
Numa palestra que emocionou a todos, Raul enfatizou a responsabilidade de sermos espíritas, focando no que a reencarnação nos dá de presentes e no que devemos mudar de atitudes ao estamos cientes dela. A imortalidade do espírito, como dito na frase tema do congresso, deve ser encarada como um convite ao trabalho de melhoria incessante, em que burilamos as nossas imperfeições dia-a-dia procurando chegarmos melhores à pátria espiritual do que aqui a Terra quando do momento do atual reencarne.
Raul nos convidou ao trabalho e à motivação para a melhoria constante, clamou os espíritas a agirem como espíritas e praticarem a caridade, corrigirem suas más inclinações e seguirem no caminho de Jesus Cristo.
Como ele disse: “Temos cada um a nossa estrela nesse universo infinito e elas esperam que estejamos prontos para ascender ao nível de responsabilidade de guiarmos os nosso companheiros”.
No início da conferência, ele nos mostrou como jamais vivemos num mundo tão conflitante como o de hoje, em que um sem número de Igrejas existem, mas, ao mesmo tempo, a violência e a pobreza se espalham. A tecnologia nos leva a outros planetas e salva vidas, mas a mesma pesuisa que nos dá uma comida mais saudável surgiu incentivada por motivos belicosos – fortalecendo a indústria da morte. Estamos assistindo a catástrofes e destruição em meio ao dinheiro e progresso. Será que isso é certo? Como devemos nos posicionar como espíritas perante essas dicotomias?
Se a mensagem espírita realmente tivesse sido compreendida pelas pessoas, teríamos que nos movimentar e trabalhar em prol do nosso próximo ao invés de ficarmos nos lamentando. Não deveríamos nos indignar ao vermos a pobreza, a fome e a destruição, mas lutar com todas as nossas forças para mudarmos o mundo que nos cerca!
Devemos lembrar sempre que estamos na situação que merecemos e precisamos para o nosso progresso e que a todos os momentos somos responsáveis pelos nossos atos e autores do nosso futuro. Se desejamos algo melhor para nós e aqueles que nos cercam, temos que trabalhar por isso.
Raul continuou: “Devemos sentir Deus, tendo a certeza de que Ele está conosco e crendo sem Seus desígnios, e, por isso, temos de ser pessoas melhores do que somos atualmente”. O espiritismo nos brinda a felicidade de falarmos que não desaparecemos com a morte, mas continuamos com todas as nossas construções positivas e negativas, então, desse modo, fica cada vez mais importante tudo aquilo que venhamos a realizar.
Ele nos propõe as seguintes questões: “Como, sendo espírita, posso mentir tanto (para os outros ou para mim)? Como posso ter tanto ódio? Por que nos mantemos querendo posições terrestres que ficarão por aqui quando do nosso desencarne?”
Devemos conquisatar as riquezas tais quais preconizadas por Jesus, aquele tesouro que não está na Terra, que não pode ser roubado por ladrão algum. Devemos ter o nosso conhecimento para utilizá-lo e retransmiti-lo, e não guardá-lo ou nos vangloriarmos dele. Lembrando que tudo que fizemos constrói a nossa atualidade e que os nossos conflitos regressam no momento das nossas reencarnações.
Já passou o tempo de buscarmos os outros para resolverem nosso problemas. Temos a obrigação de lidar com nossas dificuldades e sermos os agentes morais de nosso progresso. Que possamos dar o valor correto à mensagem do Espiritismo a qual temos o privilégio de conhecer.
Somos felizes por sermos espíritas nesses dias de caos, pois ele faz a diferença para que possamos seguir no caminho reto. Então caminhemos sempre para a melhoria de nossos seres!
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Penúltima conferência, ela foi proferida por Edwin Genaro Bravo, conferencista guatemalteca e organizador do 3o Congresso Espírita Mundial.
O tema foi: “Natureza e Espiritismo”.
O palestrante começou perguntando o que os temas tem de relação? Como o homem altera a natureza e o que pode acontecer a ele por causa disso?
Bravo fez uma bela explanação relacionando as catástrofes naturais à lei de desdtruição, mas também à atuação da Providência Divina visando a harmonia do planeta e as expiações e provas que se façam necessárias para todas as pessoas.
O homem, como classe inteligente, domina as outras que se apresentam na superfície da Terra, pois lhe é facultado agir e saber as conseqüências de suas ações, é facultado transpor os minerais, cultivar e utilizar os vegetais, interagir, domesticar e criar os animais. Mas será que ele está a fazer uso de forma respinsável dessas capacidades? Será que o homem está atuando da maneira que lhe cabe?
O Livro dos Espíritos nos esclarece que existe, como dividido por Kardec a partir dos textos psicografados e das mensagens advindas do período da codificação, a Lei da Destruição, em que na verdade não temos o encerramento de algo,m as a continuidade de um ciclo de vida. O homem passa desse ao outro – e verdadeiro – plano, assim como seu corpo é utilizado pela natureza para criar novas estruturas, alimentar a vida.
Mas o macro e o micro-cosmos em que nos inserimos deve ser respeitado visto que tudo se encadeia de forma perfeita dentro da natureza e devemos seguir os designos de Deus de seguir no progresso, mas tendo como princípio fundamental o respeiro à sua criação.
Mas sempre lembremos: Deus não se contradiz e se algo ocorre é porque Ele assim o permite. Assim, tudo se coordena pela ação divina e dela, podemos ter a certeza, sempre emanará harmonia e espírito de progresso.
Com essa idéia, encerrou o seu pensamento e deixou ao auditório muito material de reflexão.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Conferência de Carlos Roberto Campetti, cujo tema foi: Educação do Espírito.
O conferencista brasileiro abordou a temática sob a luz do processo educacional que deve ser feito nas escolas e em casa. Campetti o tempo todo ressaltou que o principal aspecto de educação, aquela de cunho moral, é obrigação dos pais. Eles que devem dar o limite aos seus filhos e incorrerão em vários erros se delegarem essa tarefa a outrem.
Também lemboru que as escolas não estão fazendo a educação como preconizado por Pastalozzi, mostrado por Kardec. O que temos de Pestalozzi na educação de hoje? O que resta de sua filosofia? Nas casas de ensino, apenas é passado o sentido formal, da instrução e será difícil superar essa barreira.
Todavia, a eduação que a humanidade necessita não é necesariamente a instrução, como nos disse Kardec. E o codificador também lembra que a escola instrui, mas quem deve educar são os pais, como está na questão 385 do Livro dos Espíritos. Eles assumiram, na espiritualidade, o dever de guiar os seus pequenos na Terra.
Campetti continuou a ressaltar que o processo educativo é uma responsabilidade dos pais, pois eles são os educadores naturais de seus filhos. E falou: “Pensemos no que ocorreu nos anos 60 após a liberação do ser, depois que caiu a proibição que existia e tirou-se o ser de dentro da jaula chamada culpa. Passamos ao comportamento de libertinagem, em que tudo se fazia, em que não há limites”.
Todavia, ele lembra que alguns dos novos encarnantes atendem às orientações de seus mentores – mesmo sem a participação ativa dos pais – e vão descobrindo que a dignidade é algo interno de cada um. E, somente pode ser digno de si mesmo, uma pessoa que tiver descoberto isso.
Em todos os momentos, foca-se no princípio de que a educação a que Kardec se referiu não é aquela do livro, é a moral, a arte de formar os caracteres. Formaremos os caracteres dentro de nossos lares, principalmente com o exemplo. Nossos filhos aprendem com aquilo que fazemos. As crianças não precisam de muitos detalhes para assimilar algo, pois tem uma atenção difusa, em graus distintos conforme a idade ou o indivíduo, que as leva a prestar atenção em tudo que se passa mesmo que não aparentem.
Campetti ainda ressaltou que se uma pessoa não sabe para onde está caminhando, vai deixar caminhos tortuosos, difusos e difíceis de seguir, e isso vai gerar dificuldades para aqueles que depois dela vêm e tentam acompanhar a sua jornada, ou repetir alguns dos passos por achar estar andando em terreno seguro.
Lembremos que a reencarnação é, em si mesmo, um profundo processo de reeducação do indivíduo. Nos ensina a compreender quem somos, e não só a enfrentar as nossas desavenças. Assim, devemos lidar com o compromisso firmado e nos trabalhar para sermos pessoas melhores e educarmos sempre aqueles que estão sob nossa tutela.
Necessitamos, assim, aprofundar o que Kardec nos disse sobre o tema. Devemos relembrar as questões 685, 917 e 919 do Livro dos Espíritos – que versam não só sobre como lidar com outre, mas como nos educar para construir um mundo melhor -, para saber que é possível realizar esse processo da forma correta.
Com a libertinagem, originada da liberação desregrada, há uma inversão do que pode acontecer. Há crianças que batem em seus pais, surge o desrespeito visto nas ruas e nas telas de jornais. Lembremos que há a necessidade do espírito aprender em sua família os limites para conviver em sociedade, do contrário a vida irá ensiná-lo da forma mais dura e com muito sofrimento (vide, como dito pelo palestrante, o estudo da “escola sem limites”).
Além disso, ele falou das pesquisas que mostram que a pessoa que se inicia prematuramente na sexualidade, dificilmente alcançar a maturidade psicológica, por inverter um processo que deve ser seguido de forma natural, primeiro deve-se atingir o desenvolvimento psicológico, para, em seguida, passar ao maior contato afetivo em que se realmente valore o sentimento de bem querer e do amor.
Devemos lembrar que a escola ensinará, por ser sua obrigação, a educação formal, trabalhará a competição através das notas e do convívio em um pequeno grupo social em que há distinções maiores que a família, mas os pais tem a obrigação de trabalhar desde cedo a questão espiritual com seus filhos.
Sendo que tudo que a criança recebeu de boas influências durante a sua atual existência vai se chocar com o que ele traz do passado quando do momento da adolescência. Mas, se ele não recebeu elementos que sejam suficientes para apoiar a sua reencarnação, poderá perder essa oportunidade de estar novamente na Terra ao incorrer nos erros do passado, mantendo o seu padrão de conduta incorreto.
Outro ponto ressaltado é que os pais não podem transferir para o Centro Espírita a educação dos filhos, pois uma hora e meia por semana não é suficiente para tal. Temos que viver o que Pestalozzi nos passou: a educação se desenvolve no lar, durante todos os dias e todo o convívio entre os pais e os filhos. Ele ensinou mais: é deles, dos pais, a reenssponsabilidade de educar as suas crianças, de dar o seu desenvolvimento moral e desenvolver um processo educativo que tenha como base a consciência de cada um e que torne os nossos filhos pessoas melhores!
Chegou o momento do despertar da humanidade e devemos estar preparados para arcar com as responsabilidades da nossa caminhada.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Conferências em homenagem a Francisco Cândido Xavier.
Durante essa tarde foram ministradas duas conferências em homengam a Chico Xavier, intituladas: “Centenário de Chico Xavier: Exemplo de Vida” e “Chico Xavier: Contribuições de sua obra psicográfica”.
A primeira, proferida pela Dr. Marlena Nobre, da Associação Médico-Espírita Brasileira , focou a dura experiência de vida que Chico passou na infância e as dificuldades de sua vida adulta, mas que serviram como experiências valiosas para mostrar a sua retidão de caráter, sua fé inabalável e a sua entrega sem igual para o próximo.
Chico “Amor” Xavier, que durante toda a sua experiência de vida praticou a caridade atendendo ao próximo, em todas as horas do dia, dispondo de seu tempo, sua comida, sua casa, mas, principalmente, tentando a todos os momentos exemplificar a mensagem de Cristo ao viver no caminho da retidão e procurar ser a melhor pessoa que estivesse a seu alcance.
Dr. Marlene contou com mais detalhes algumas das histórias abordadas no filme lançado em Abril desse ano, repassando os fatos e detalhes que Chico havia lhe contado, além de transmitir a emoção que foi o convívio com o médium durante o seu período encarnado. No final, ela pediu desculpas por não conseguir transmitir com palavras o que foi Chico Xavier – exemplo de bondade, fé, amor e superação, que a todos tocava com suas palavras e seu imenso coração.
Em seguida, César Perri, diretor da FEB, ministrou uma palestra sobre as contribuições trazidas a partir da mensagem de Chico Xavier. Suas obras que consolam e orientam a espíritas no Brasil e no mundo. Seu trabalho que fortaleceu o desejo de unificação do Movimento Espírita brasileiro e que se expandiu pelo mundo – com a criação de sociedades espíritas nos EUA, Reino Unido entre outros países.
Além disso, a mensagem de Chico abriu novas portas para estudo e desejo de melhoria, autodescobrimento e intelectualização da humanidade, sendo fonte riquíssima de esclarecimento e paz.
Perri ainda teceu comentários sobre as situações judiciais que envolveram a obra de Chico no começo do século passado, bem como o uso de suas psicografias em tribunais, dando, dessa forma, uma pequena amostra de quão importante foi o trabalho do médium mineiro.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Notícia em primeira mão:
Ano que vem, no primeiro semestre, será lançado o filme “E A Vida Continua”, produção brasileira com roteiro e direção do ator brasileiro Paulo Figueiredo.
Abaixo, algumas fotos do preview que foi passado durante o Congresso:
Outra notícia, dada pelo produtor Oceano Vieira de Mello, é que o DVD do filme terá pelo menos 4 opções de idiomas para que ele possa ser divulgado pelo mundo à fora.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Sexta conferência do dia, palestra Jean Paul Evrad, presidente da União Espírita Belga.
Trabalhou o tema “As Leis Morais”, focando na importância de seguirmos os ensinamentos de Jesus, que resumem as leis morais e dessa forma produzirmos a nossa transfomação moral a fim de sermos homens de bem.
Começou relatando a sua experiência, de que quando não conhecia o espiritismo encarava como injustiça as desigualdades que assolavam as pessoas e o mundo, assim como os desastres naturais e as catástrofes. Todavia, após o contato com as obras de Kardec, Chico Xavier, Leon Dennis e outros, passou a entender o que realmente se passa, vendo que cada um está na situação que lhe é mais necessária àquele momento. Todavia, lembrou que cada um deve auxiliar sempre aquele que estiver em dificuldade, facultando-lhe uma nova oportunidade e dando a si mesmo a chance de aprendizado única que reside na caridade.
Lembrou a diferença entre leis físicas e morais, ressaltando que ambas são lei divinas, mas trabalhou consantemente com o conceito da melhoria moral do espírito, a qual reside em seguir corretamente as leis morais de Deus, que estão gravadas permanentemente nas nossas consciências.
Durante o seu trabalho, o codificador Allan Kardec classificou as leis morais, de forma didática, visando facilitar sua compreensão. E mesmo que algumas vezes durante o estudo inicial dos livros da codificação elas não pareçam tão claras, ou não sejam tão evidentes como leis divinas (como o caso da Lei da Destruição), todas elas têm a sua origem nos princípios do Criador e a sua finalidade dirigida por Ele.
A prática das leis de Deus, em especial, a sua lei de Justiça, Amor e Caridade, é o caminho para sermos homens de bem.
O mundo chega a um momento de transição, no qual devemos nos colocara disposição de todos. Devemos dar as informações necessárias, mas principalmente, devemos ajudar aos nossos companheiros como fomos ajudados durante a nossa seara de evolução. Somente trabalhando juntos, poderemos fazer crescer a nossa humanidade.
Devemos ser espíritas em nossas atitudes quotidianas, para plantar a semente da melhoria em todos os que nos cercam e preparar o planeta para a transição que ele passa, deixando fortes sementes para cimentar as raízes das árvores da mudança e do progresso.
Preparemos o mundo que está vir, o mundo que será de amor e de paz e de contato com Deus.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Conferencista Vanessa Anseloni, da Universidade de Maryland nos Estados Unidos, falou do tema: “Allan Kardec – Fundamentos da Filosofia Espírita”.
Ela começou a sua palestra em espanhol, pedindo permissão para continuá-la em inglês visando assim a difusão da Doutrina na língua inglesa. Durante a sua explanação, ela trabalhou os fundamentos da Doutrina Espírita.
Iniciou falando sobre a vida de Allan Kardec e de fatos relacionados às suas experiências que lhe deram base para o trabalho que viria na Doutrina Espírita, dando-lhe a força moral necessária ao trabalho de codificação e divulgação dos princípios Cristãos trazidos pelos espíritos.
Em seguida abordou situações do quotidiano em que se pode utilizar a filosofia espírita, mostrando como nós devemos aplicar os conhecimentos aduiridos ao que nos passa e como é necessário lidar com o que nos cerca tendo o embasamento precioso da doutrina. Citou algumas situações pessoais para exemplificar suas palavras e mostrar às pessoas ocasiões em que os ensinamentos contidos nas obras de Kardec podem auxiliar a conseguir paz de espírito e aquietar as nossas perturbações interiores.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
4a Conferência de segunda-feira
A palestrante Maria de la Gracia Ender, médica brasileira radicada há trinta anos no Panamá, versou sobre “A Caridade na Visão Espírita”. Ela, desde o início de sua palestra, fez questão de lembrar a todos que o lema do Espiritismo é: “Fora da Caridade Não Há Salvação”, trazendo a mente daqueles que a escutavam a importância de colocar o amor em movimento (como dito no Evangelho), ou seja, praticar a caridade.
Tocando no ponto que caridade e humildade são as rivais do egoísmo e do orgulho, ou seja, são os elementos de que devemos dispor para combater as nossas imprefeições e progredir na seara da perfeição. Assim, devemos aprender a praticá-las a fim de nos tornarmos embaixadores da luz de Deus na Terra.
A conferencista ressaltou que apesar de difícil, a tarefa de amar é possível a todos e deve ser exercitada na medida em que conseguimos, para um dia chegarmos ao ponto do amor incondicional ao nosso próximo, seja ele quem for. E que, para compreendermos e chegarmos realmente a Deus, devemos amar aos nossos semelhantes – assim como dito por Jesus – e também aprender a nos entender, compreendendo as nossas dificuldades para podermos progredir a cada dia mais.
Ela, assim como Tabueña havia feito mais cedo, ressaltou a pergunta 625 de o Livro dos Espíritos: “Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? R: Jesus.” Para com isso lembrar que o homem já tem o guia a seguir, da conduta de bem e amor ao próximo e que para isso basta termos a fé e a caridade tais quais descritas por Paulo em sua 1a Epístola aos Coríntios 13.
O Espiritismo nos dá ferramentas para desenvolvermos a nossa fé e o motivo de exercermos a caridade, todavia, devemos burilar o nosso ser, apagando as cicatrizes presentes em nossa alma e oriundas de imperfeições e falhas do passado. E, quando inserirmos Deus em nossa situação de tormentos, começaremos a encontrar a nossa oportunidade de servir ao mundo, ao substituirmos o “eu” pelo próximo, conforme feito por Madre Teresa de Calcutá, Francisco de Assis e Jesus.
Para isso, temos um laboratório inigulável, que reside nas nossas experiências diárias, no qual o amor deve ser exercitado na suas mais tenras e sinceras tentativas. Desse modo, o progresso da alma se dará com o auxílio constante ao nosso próximo, com o exercício pleno da caridade.
Ao final, por suas palavras, que tocaram os corações dos presentes e emocionaram muitos dos congressistas, a palestrante foi aplaudida de pé pelo público presente.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Conferência de Fabio Ricardo Villarga Benavides,espiritista colombiano que versou sobre o tema: “Espiritismo: fonte de esclarecimento e consolação.”
Em sua palestra, Fabio deu exemplos de como a codificação espírita, já em sua essência, vem nos trazer uma mensagem de esclarecimento e consolação. O Livro dos Espíritos, obra primeira do pentateuco Kardequiano, tem uma conexão total com a codificação ao trazer, de forma mais sucinta as mensagens contidas em cada uma das outras obras básicas e além de textos melhor explorados em “O que é o Espiritismo”.
Ele tratou de uma divisão que temporal que se pode considerar existente durante a cronologia do ensino e a prática espírita, chamando os primeiros anos da Doutrina, entre 1857 e 1930, do período filosófico-científico da revelação espírita – no qual foram realizados mais experimentos no campo prático-mediúnico a fim de se reafirmar os princípios estabelecidos pelo trabalho do codificador, bem como fornecer mais material que subsidiria a prática espírita. O segundo período, entre 1930 e 2000, foi a fase filosófico-prática, em que se deixou um pouco de lado o experimentalismo e a busca pelo aspecto científico e passou-se à etapa de prática da caridade, desenvolvimento de atividades sociais e, principalmente, de esclarecimento mais aprofundado àqueles necessidados do pão espiritual. Por último, segundo o expositor, estamos vivendo na fase de interiorização espírita, na qual se faz necessário cada vez mais o processo de enfrentarmos as nossas imperfeições a fim de nos colocar a serviço do movimento de impregnar as pessoas a nossa volta com o desejo e a esperança de melhoria.
Assim, através do ensino espírita podemos nos esclarecer e esclarecer ao nosso próximo com o intuito de salvar vidas e evitar que novas mazelas tomem conta da humanidade. Também temos o dever de consolar e auxiliar o nosso próximo, devemos defender a vida e dizer: Não ao Aborto, Não ao Suicídio, Não à Violência e Não à Eutanásia.
Pois em todas as situações que se apresentem o espiritismo esclarece ao nos dar uma razão para aqueles fatos e consola ao mostrar que o futuro nos reserva a melhoria do que passamos de difícil por agora, desde que nesse sentido atuemos. Desse modo, todo o espírita tem o compromisso de esclarecer a si mesmo e ao seu próximo.
Lembrando sempre que uma coisa é saber da imortalidade da alma – como todos os que já tiveram contato com as filosofias espiritualistas sabem -, outra, bem diferente, é trabalhar e lidar bem com ela, respeitando a vida e construindo um futuro de paz. Devemos, portanto, aprender a amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, tal qual nos disse Jesus.
Por Davi Marco Lyra Leite
Congresso Espírita Mundial
Acompanhe ao vivo a transmissão das palestras e conferências do 6o Congresso Espírita Mundial através da TVCEI:
Ressalta-se que todas as palestras estão sendo transmitidas no áudio original, sendo algumas delas em espanhol, inglês ou francês.















